O ex-candidato presidencial da oposição venezuelana Edmundo González Urrutia afirmou que, nesta quarta-feira, 7, completa-se um ano do desaparecimento forçado de seu genro, Rafael Tudares. Em publicação no X, ele denunciou a falta de informações, garantias legais e justiça no caso, que ocorreu ainda durante o regime do ditador Nicolás Maduro . González disse que, durante o período, houve ausência de acesso à defesa, a cuidados médicos adequados e a condições dignas de detenção. Segundo ele, também não houve controle judicial efetivo. “Enquanto essas práticas persistirem, será impossível falar em paz, democracia ou garantias para qualquer pessoa", escreveu. "A Venezuela precisa de verdade, justiça e liberdade para todos.” https://twitter.com/EdmundoGU/status/2008911661231403008?s=20 Além disso, o opositor declarou ainda que o caso de Tudares faz parte de um padrão que afeta centenas de pessoas no país. Isso inclui mulheres e crianças, submetidas a prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados e privação sistemática de direitos. Condenação de Rafael Tudares Rafael Tudares foi condenado, na Venezuela, a 30 anos de prisão por conspiração e outros crimes. Segundo os familiares, o processo ocorreu sem que houvesse a informação das acusações específicas. Além disso, a defesa não teve acesso aos autos do processo. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Mariana González de Tudares, mulher de Rafael e filha de Edmundo González, afirmou que a confirmação da sentença ocorreu em audiência realizada em 28 de novembro de 2025, e comunicação em 1º de dezembro. Ela disse que, desde a prisão de Tudares, em janeiro, nem o advogado nem a família tiveram acesso ao processo. Na ocasião, Edmundo González também comentou a condenação em sua conta na rede social X e classificou a decisão como “fora dos limites da legalidade democrática”. O post Venezuela: Edmundo González denuncia 1 ano do desaparecimento forçado do genro apareceu primeiro em Revista Oeste .