Presidente interina da Venezuela demite general responsável pela guarda de Maduro

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu nesta quarta-feira o general Javier Marcano Tábata, comandante da guarda de honra presidencial da Venezuela e responsável pela segurança do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, capturado no sábado em uma ação militar dos Estados Unidos em Caracas. Estratégia americana: Secretário de Estado americano diz que plano dos EUA para a Venezuela tem três etapas e inclui transição de poder Ameaça: EUA alertam ministro do Interior da Venezuela que poderá ter mesmo fim de Maduro se não apoiar presidente interina Delcy foi empossada na segunda-feira como presidente interina da Venezuela e se tornou a primeira mulher a governar o país sul-americano. A líder chavista era a vice-presidente de Maduro e a primeira na linha de sucessão. Após a ação militar americana, a Suprema Corte venezuelana lhe ordenou que assumisse o cargo por 90 dias, prazo que pode ser prorrogado, e as Forças Armadas reconheceram sua nomeação no domingo. A líder chavista afirmou em seu discurso que assume o cargo em "tempos terríveis de ameaça à estabilidade e à paz da nação". — Venho com dor pelo sequestro de dois heróis que temos como reféns nos Estados Unidos — disse Delcy em seu juramento, em referência a Maduro e Flores, detidos em Nova York. — Venho também com honra jurar em nome de todos os venezuelanos. Ao assumir o poder como presidente interina, Delcy não dá seguimento à sucessão presidencial em si, de vice-presidente para chefe de Estado oficialmente. Isso significa que a líder chavista, aliada de Maduro, ocupa o cargo de forma transitória até que o presidente regresse ao poder. Especialistas jurídicos ressaltam que esse movimento faz parte da estratégia legal para que Maduro possa alegar no tribunal americano que é chefe de Estado de um país, portanto, imune às acusações da Justiça dos EUA. Em atualização.