Mais de três mil turistas são evacuados após incêndios florestais na Patagônia argentina

Pelo menos 3.000 turistas foram evacuados devido a incêndios que consumiram milhares de hectares de floresta em diversas partes da Patagônia argentina, informaram as autoridades nesta quarta-feira, um ano após os piores incêndios florestais da região em três décadas. O governador de Chubut, uma das províncias mais atingidas, afirmou que um dos maiores incêndios foi provocado intencionalmente. Vídeo: onda de frio ártico paralisa transportes e provoca emergências em países da Europa Estudo: aquecimento do clima acelera mortalidade de árvores na Austrália "Evacuamos mais de 3.000 turistas que estavam na área [...] Os desprezíveis responsáveis ​​pelos incêndios irão para a cadeia", disse o governador Ignacio Torres a repórteres, referindo-se à cidade turística de Puerto Patriada, ao norte do Lago Epuyén, a cerca de 1.700 km a sudoeste de Buenos Aires. O incêndio começou nesta segunda-feira perto desta vila andina de cerca de 50 moradores permanentes e, em poucas horas, se alastrou rapidamente devido à seca e aos fortes ventos. Nesta quarta-feira, o incêndio já havia afetado pelo menos 2.000 hectares, informou o governo provincial em comunicado. O fogo "foi iniciado com um acelerante ou gasolina, o que determina que alguém realmente teve a intenção de iniciar o incêndio", disse o procurador Carlos Díaz Mayer. Torres anunciou uma recompensa de 50 milhões de pesos (cerca de R$ 184 mil) por informações que levem à descoberta do foco do incêndio. Além de Chubut, há incêndios florestais nas províncias patagônicas de Neuquén, Santa Cruz e Río Negro, e na zona sul de Buenos Aires, de acordo com a Agência Federal de Emergências. Centenas de bombeiros combatem o incêndio com o apoio de helicópteros e seis aviões-tanque. As altas temperaturas, os ventos fortes e a seca representam um cenário de risco no início de 2026, no verão do Hemisfério Sul, levando o Serviço Nacional de Gestão de Incêndios a emitir um alerta vermelho para incêndios florestais em oito províncias do centro e sul da Argentina até sexta-feira. Os moradores da Patagônia andina têm lembranças terríveis de janeiro e fevereiro de 2025, quando quase 32 mil hectares foram consumidos pelo fogo. Naquele ano, "a área queimada quadruplicou em comparação com a temporada anterior e, devido à sua enorme magnitude e impacto, esses foram os piores incêndios florestais da região nas últimas três décadas", disse à AFP Hernán Giardini, coordenador do Programa Florestal do Greenpeace Argentina.