Os Estados Unidos interceptaram e abordaram nesta quarta-feira dois navios-tanque da "frota fantasma", um no Oceano Atlântico Norte e outro em águas internacionais perto do Caribe, informou a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem. Um dos petroleiros apreendidos vinha sendo perseguido pela Guarda Costeira americana havia cerca de duas semanas, desde que tentou escapar do bloqueio imposto pelos EUA a petroleiros sancionados que operam nas proximidades da Venezuela. A embarcação, anteriormente conhecida como Bella I e rebatizada de Marinera, tem bandeira russa e estava ligada à Venezuela. Contexto: EUA planejam apreender e afundar petroleiro ligado à Venezuela que opera sob bandeira da Rússia, diz emissora Pós-Maduro: Conexões de Delcy Rodríguez com setor petroleiro são cálculo para sucessão na Venezuela Segundo autoridades americanas ouvidas pela imprensa, a abordagem ocorreu sem resistência por parte da tripulação e não havia navios russos nas proximidades no momento da operação, o que evitou um possível confronto direto entre as forças dos dois países. O Bella I foi apreendido no Atlântico Norte em uma operação conduzida pela Guarda Costeira dos EUA, com apoio das Forças Armadas, e teve o controle transferido a autoridades americanas. Segundo Noem, as duas operações foram realizadas antes do amanhecer de hoje e ambas as embarcações — o navio-tanque Bella I e o navio-tanque Sophia — estavam atracadas na Venezuela ou a caminho do país sul-americano. EUA apreendem petroleiro no Caribe Em uma publicação no X, a secretária classificou as operações como "duas abordagens seguras e eficazes com poucas horas de diferença". "Os criminosos do mundo estão avisados. Podem fugir, mas não podem se esconder. Jamais desistiremos de nossa missão de proteger o povo americano e interromper o financiamento do narcoterrorismo onde quer que o encontremos, ponto final", escreveu Noem. Initial plugin text O Bella 1 foi sancionado pelos Estados Unidos em 2024 por envolvimento no transporte de petróleo considerado ilícito, incluindo cargas associadas a empresas ligadas ao grupo Hezbollah, segundo autoridades americanas. O navio teria iniciado sua viagem no Irã e seguia em direção à Venezuela para carregar petróleo quando foi interceptado pela Guarda Costeira no Caribe, em dezembro. Na ocasião, os EUA afirmaram possuir um mandado judicial de apreensão, alegando que a embarcação navegava sem bandeira nacional válida. A tripulação recusou a abordagem e seguiu para o Atlântico, dando início à perseguição. Durante a fuga, a embarcação pintou de forma improvisada uma bandeira russa no casco, mudou seu nome para Marinera e passou a constar no registro oficial de navios da Rússia — uma manobra que passou a complicar o enquadramento jurídico da operação americana. Moscou apresentou um pedido diplomático formal exigindo que os EUA interrompessem a perseguição e afirmou que o navio operava em conformidade com o direito marítimo internacional.