Professor de dança pediu ajuda em posto e falou de encontro por app antes de desaparecer, diz frentista

Professor de dança desaparece em Cabo Frio O professor de dança, Eduardo dos Santos Alves, de 29 anos, morador de Osasco (SP), que desapareceu em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, depois de marcar um encontro por aplicativo de relacionamento, foi visto na manhã de segunda-feira (5) em um posto de combustíveis em São Pedro da Aldeia, sem celular, sem documentos e descalço. A informação foi passada ao g1 pela frentista do estabelecimento, onde também funciona uma loja de conveniência. Ela disse que Eduardo chegou ao posto pedindo ajuda, dizendo que teve um encontro com uma pessoa que não era de confiança, que tinha caído e perdido documentos e o celular. "Ele explicou que veio passar ano novo aqui com os amigos, e foi se encontrar depois com uma pessoa por meio de aplicativo. E essa pessoa não era muito de confiança, e ele, acho que tentou fugir dessa pessoa ou alguma coisa assim, e acabou que caiu de um barranco. Estava até meio sujo e com o braço ralado, e falou que perdeu os documentos e o celular, e não tinha nada", disse a frentista, que preferiu não informar o nome. Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Eduardo, professor de dança de 29 anos. Arquivo Pessoal A funcionária do posto contou que usou as redes sociais para acionar algum conhecido. "Eu perguntei se ele tinha Instagram, entrei no Instagram dele, se ele tinha alguém que podia ligar, ele falou que não tinha número de cabeça. Eu tentei entrar em contato com alguns amigos, porém os amigos eram conta privada, então não dava. E aí eu achei uma moça, que acho que é cabeleireira dele ou dançarina, alguma coisa assim, e consegui entrar em contato com ela para falar sobre ele. Eu perguntei se ela o conhecia, aí ela falou que sim, que ele estava desaparecido, e eu expliquei toda a situação pra ela", disse. Durante o registro de ocorrência, os amigos souberam que Eduardo havia sido visto no posto de combustíveis da cidade, vizinha a Cabo Frio. O caso foi inicialmente registrado no Rio de Janeiro, na 14ª DP (Leblon), mas transferido para a 126ª DP (Cabo Frio), responsável pela área. A Polícia Civil informou que pediu as imagens do posto para confirmar se Eduardo realmente esteve no local e que realiza buscas. Ao ligar para o posto, um dos amigos, Max Ximenes, disse que o professor recebeu ajuda para sacar R$ 300 para voltar para casa. Ele conversou com a funcionária ouvida pelo g1. "Ele conseguiu tirar esse dinheiro. Ela me explicou que ele conseguiu utilizando a digital. Deve ter baixado o aplicativo no celular de alguém e isso facilitou para que ele tirasse o dinheiro do caixa eletrônico". Max explicou que o amigo também teria sido orientado a ir até a rodoviária de São Pedro da Aldeia para pegar um ônibus diretamente para São Paulo, o que foi confirmado pela funcionária ao g1. "Ele pegou ônibus aqui na frente e foi no sentido São Pedro, para a rodoviária, como eu falei para ele, para descer na rodoviária e tentar pegar um ônibus para São Paulo", contou. Max disse que, diante dessa informação, amigos foram à rodoviária de São Pedro da Aldeia com a foto de Eduardo para tentar alguma informação. "Começamos as buscas na rodoviária da cidade e também no terminal rodoviário, mas não o encontramos. A informação mais próxima que tivemos foi de uma funcionária que trabalha na lanchonete da rodoviária. Ela disse que, na segunda-feira — que foi o dia do último aparecimento dele no posto de gasolina —, pela manhã, justamente no mesmo horário em que ele teria saído do posto, havia um rapaz andando pela rodoviária, falando com as pessoas. Ele não aparentava ser um mendigo de rua, mas estava todo sujo, conversando com as pessoas, e parecia que estava tentando resolver a vida dele", explicou. Foi o máximo de informação que conseguimos extrair. Não o encontramos no Centro, não o encontramos na lagoa e nem nos pontos turísticos. Entenda o caso Eduardo chegou ao distrito de Unamar, em Tamoios, distrito de Cabo Frio, no dia 28 de dezembro para passar o Réveillon com amigos. Na madrugada de domingo (4), por volta das 4h30, saiu da casa onde estava hospedado para encontrar uma pessoa que conheceu pelo aplicativo Grindr. Às 5h11, enviou uma mensagem a um amigo dizendo que estava na casa da pessoa e que voltaria após dormir. Esse foi o último contato feito por ele. Como não retornou, os amigos iniciaram buscas em hospitais, UPAs e até no 25º Batalhão da Polícia Militar, mas não conseguiram informações sobre o paradeiro dele.