Foz do Amazonas: MPF no Amapá dá 48 horas para Petrobras e Ibama darem explicações sobre vazamento de fluido em perfuração

Procuradores do Ministério Público Federal no Amapá requisitou informações sobre um vazamento de fluido de perfuração de uma sonda da Petrobras que está em atuação na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do estado, que integra a chamada Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira de exploração de Petróleo. Foz do Amazonas: vazamento da Petrobras foi de fluido biodegradável, diz Ibama Tabela PIS/Pasep 2026: Veja as datas de pagamento e regras Em regime de urgência, o pedido dá 48 horas para que a estatal e o Ibama, que licenciou a atividade, encaminhem dados e documentos aos procuradores da República no estado. Em nota, o MPF informou que os ofícios foram enviados ontem ao órgão ambiental e à petroleira. Segundo o órgão, a medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil em curso desde 2018 para apurar supostas irregularidades no licenciamento ambiental do Ibama para o plano de exploração da região pela Petrobras. A estatal perfura o primeiro poço de pesquisa de petróleo na área. Entenda o incidente A Petrobras informou ontem que, no último domingo, foi identificada perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá. "A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo", disse a estatal em nota. Segundo o Ibama, o vazamento não foi considerado grave e não representa risco ambiental, pois o fluido liberado é biodegradável e de baixa toxicidade. Esclarecimentos: PF marca novos depoimentos de ex-dirigentes de bancos Master e BRB A operação foi paralisada. Segundo uma fonte ouvida pelo GLOBO, a Petrobras vai levar de 10 a 15 dias para reparar as duas linhas que apresentaram o problema. Elas serão retiradas do mar. Segundo a empresa, não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. "A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração", destacou em nota. ABVE: Venda de carros eletrificados cresceu 26% no país em 2025 e atingiu 223 mil unidades A Petrobras adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas, atestou a companhia. Licença foi difícil de ser obtida O Ibama concedeu para a Petrobras a licença para explorar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas no último dia 20 de outubro, após iniciar o processo em 2020, após recusas iniciais do corpo técnico do órgão ambiental. A estatal começou a perfuração no mesmo dia. O poço tem uma profundidade total de 7.081 metros, dos quais 2.880 correspondem à profundidade da água. O poço está localizado no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, a 500km da foz do Rio Amazonas e a 175km da costa, na Margem Equatorial brasileira. A perfuração da Petrobras na região é alvo de críticas de ambientalistas, que avaliam que a região concentra grande quantidade de fauna e flora marinha, além de a costa ter uma grande área de manguezal e de comunidades indígenas. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas pode ter uma reserva de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Como base de comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de boe.