Michelle e Carlos criticam decisão de Moraes e negam risco de fuga de Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e afirmaram que não há risco de fuga. As declarações foram dadas em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 7, na qual ambos questionaram o atendimento médico prestado nas dependências da Polícia Federal (PF). Michelle afirmou que não é possível determinar com precisão o momento da queda sofrida por Bolsonaro na cela. Segundo ela, ao encontrá-lo durante o período de visita, o ex-presidente apresentava confusão e dificuldade de memória. “Ele não conseguia falar, ele não se lembrava”, disse. A ex-primeira-dama relatou que o ex-presidente não soube informar se o acidente ocorreu durante a madrugada ou próximo ao amanhecer, apenas que “estava escuro”. + Leia mais notícias de Política em Oeste De acordo com Michelle, há dúvidas sobre a dinâmica do atendimento depois do acidente. Ela disse ter solicitado relatórios e ouvido versões divergentes sobre o horário de abertura do quarto e da chegada do perito. “Converso com o perito, o perito coloca no relatório que ele fez os primeiros socorros por volta de 8 e 9 horas”, afirmou, ao acrescentar que o quarto teria sido aberto às 8h. Já o delegado, segundo ela, teria informado que a abertura ocorreu às 7h20. “Então não está batendo.” Michelle declarou que Bolsonaro apresenta comorbidades e faz uso contínuo de medicação que provoca sonolência e tonturas. Ela lembra que o ex-presidente tem 70 anos e passou por 15 intervenções cirúrgicas. “Ele convive com a dor”, afirmou, ao defender a necessidade de acompanhamento médico permanente. https://www.youtube.com/watch?v=XBAAe3vKpu8 Carlos critica demora em exames de Bolsonaro Carlos, por sua vez, afirmou que a preocupação da família não se limita ao episódio já ocorrido, mas à possibilidade de novos incidentes. Segundo ele, a labirintite do pai tem se agravado com o uso das medicações. “Provavelmente vai se repetir porque conheço meu pai”, disse, ao mencionar risco de novas quedas e atrasos no atendimento. O ex-vereador também criticou o que classificou como demora para a realização de exames. Ele afirmou que Bolsonaro só foi encaminhado ao hospital para exames de imagem mais de 24 horas depois do acidente . “Quando você fala em observação, não é alguém ficar olhando para a cara dele”, disse, ao defender acompanhamento profissional com equipamentos adequados. Ao comentar a negativa de prisão domiciliar baseada em risco de fuga, Michelle e Carlos rejeitaram essa justificativa. O ex-vereador indagou: “Como é que tem risco de fuga?”. Michelle afirmou que, quando Bolsonaro esteve em prisão domiciliar, havia tornozeleira eletrônica , fiscalização constante e vistorias diárias. “Nossa casa é um presídio, não tem como ele fugir.” Michelle também lembrou que Bolsonaro retornou voluntariamente ao Brasil depois de período no exterior. “Se ele quisesse ter feito isso [fugir] , ele teria feito há muito tempo”, afirmou. Ela disse que a família busca apenas condições adequadas de saúde para o ex-presidente e pediu para que ele tenha médico e enfermeiro disponíveis 24 horas. Leia também: “A anistia inevitável” , artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste O post Michelle e Carlos criticam decisão de Moraes e negam risco de fuga de Bolsonaro apareceu primeiro em Revista Oeste .