‘G.I. Jane’: feminismo contraditório

O britânico Ridley Scott tem uma vasta filmografia cheia de pontos de destaque - Alien , Blade Runner , Gladiador , Napoleão , Thelma & Louise etc. Outros não são tão lembrados, mas quase sempre possuem sempre uma marca de qualidade e um toque de polêmica. Um desses filmes que foi meio esquecido é G.I.Jane ("Até o Limite", 1997). O filme, escrito por Danielle Alexandra e David Twohy, conta a história imaginária de Jordan O'Neill (Demi Moore), uma tenente da Marinha americana. Ela se torna peão de uma senadora (Anne Brancroft) que pretende incluir mulheres nos serviços especiais, especialmente nos célebres Navy Seals. O drama de Jordan é que se ela for aceita entre os Seals, a senadora garante que outras mulheres podem também integrar a força. Sua performance no processo de seleção pode determinar uma grande mudança nas forças armadas. Claro que algumas pessoas não gostam da ideia. E essas pessoas contam com o Comandante Chefe John Urgayle (Viggo Mortensen), encarregado em infernizar a vida de Jordan de forma que ela desista. G.I. Jane é um filme contraditório. Ao mesmo tempo que aparece com uma proposta feminista, explora o físico de Demi Moore, que era o chamado grande "símbolo sexual" na época. Num toque realista, ela raspa o cabelo em cena para se transformar num soldado de verdade. Ao mesmo tempo, aparece de camiseta sem sutian e exibe sua forma em cenas de treinamento que são sutilmente eróticas. De qualquer forma a assinatura de Ridley Scott garante a qualidade. Disponível pelo streaming Disney+. https://www.youtube.com/watch?v=ThrJAy9rOgQ O post ‘G.I. Jane’: feminismo contraditório apareceu primeiro em Revista Oeste .