Perseguição de guerra em alto-mar: entenda como foi a captura do petroleiro clandestino pelos EUA Uma perseguição de guerra em alto mar, que durou 19 dias e cruzou o oceano Atlântico, chegou ao fim nesta quarta-feira (7). Militares americanos capturaram um petroleiro clandestino, alvo de sanções por fazer negócios com a Venezuela. Essa operação pôs - frente a frente - navios militares das duas maiores potências nucleares do mundo: Estados Unidos e Rússia. O navio petroleiro “Bella-1” é parte de uma frota apelidada de “frota das sombras”, que transporta petróleo de países como Rússia, Irã e Venezuela. E por isso, virou alvo de sanções dos Estados Unidos e de outros países. Em agosto de 2025, satélites avistaram o Bella-1 na costa iraniana. O navio cruzou o mar vermelho e o mediterrâneo. Em dezembro, navegava perto da África. No dia 17, o petroleiro chegava ao Caribe e começava a se aproximar da Venezuela. Mas antes de atracar foi parado pela guarda costeira dos Estados Unidos no 20 de dezembro. A tripulação do Bella-1 não deixa os militares embarcarem, e o navio dá meia volta. Começava a fuga. Na cola do petroleiro, o navio americano Munro, e um helicóptero usado em outras apreensões. A tripulação do Bella-1 envia sinais de socorro logo depois. E pinta uma bandeira da Rússia no casco, pra reivindicar proteção de Moscou. Em 1º de janeiro, o petroleiro reaparece nos radares no meio do oceano Atlântico e com um novo nome, Marinera. A Rússia enviou um submarino e outras embarcações para escoltar o navio e exigiu o fim da perseguição. Mas os americanos continuam e a guarda costeira, ao lado da marinha britânica, captura o petroleiro perto da Islândia. Depois de mais de cinco mil quilômetros de perseguição. Imagens mostram o navio da guarda costeira americana se aproximando da embarcação. E também um helicóptero. O governo russo exigiu o retorno imediato do Marinera e declarou que os Estados Unidos violaram o direito marítimo O petroleiro só ligava os sistemas de comunicação e localização de vez em quando. Também usava bandeiras falsas de vários países. Chegou a declarar que era da Guiana, depois, da Rússia. Nesta quarta-feira (7), os Estados Unidos também apreenderam outro petroleiro. Esse no mar do caribe. Helicópteros se aproximaram do navio Sofia. Soldados saltaram. e, em seguida, apreenderam a embarcação. O Sofia navegava com a bandeira do Panamá como disfarce, mas também fazia parte da chamada frota das sombras. E estava carregado com dois milhões de barris de petróleo venezuelano. O governo americano informou que os dois navios estão sendo escoltados em direção a costa dos Estados Unidos. E que as tripulações serão julgadas lá. Esse é mais um exemplo de que, a partir de agora, o país pretende controlar o petróleo da Venezuela. Trump anunciou, nesta terça-feira (6), que em breve a Venezuela vai entregar de 30 a 50 milhões de barris de petróleo para os Estados Unidos, um volume equivalente a cerca de US$ 2 bilhões. Nesta quarta-feira (7), Karoline Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, confirmou que este petróleo será vendido a preço de mercado e que o dinheiro arrecadado será usado em benefício dos povos da Venezuela e dos Estados Unidos. A PDVSA, empresa estatal de petróleo da Venezuela, confirmou a negociação em um comunicado e afirmou que se trata de uma transação estritamente comercial. O que se sabe sobre a apreensão dos EUA de petroleiro clandestino com bandeira da Rússia Reprodução/TV Globo