O presidente Donald Trump assinou nessa quarta-feira (7) um decreto em que ordena a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais que "já não servem aos interesses" nacionais, anunciou a Casa Branca. A ordem compreende 31 organizações das Nações Unidas e 35 entidades que não pertencem à ONU, segundo um comunicado publicado no X. Trump já havia retirado Washington de várias entidades globais. Trump anuncia que Venezuela comprará somente produtos 'feitos nos EUA' com dinheiro do petróleo Apropriação de barris, controle da venda e mercado para empresas americanas: como Trump quer usar o petróleo da Venezuela Dentro desse esforço, a Casa Branca anunciou que o presidente retiraria os Estados Unidos de um importante tratado climático e do principal órgão de avaliação do aquecimento global, como parte de uma saída ampla do sistema das Nações Unidas. Trata-se da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), tratado que sustenta os principais acordos climáticos internacionais. Trump, que colocou todo o peso da sua política interna nos combustíveis fósseis, rejeita abertamente o consenso científico de que a atividade humana está aquecendo o planeta. O memorando também ordena que os Estados Unidos se retirem do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, órgão da ONU responsável por avaliar a ciência do clima juntamente com outras organizações, entre elas a Agência Internacional de Energia Renovável, a UN Oceans e a UN Water. Após retornar à Casa Branca há quase um ano, o presidente republicano implementa sua visão de "os Estados Unidos em primeiro lugar". Assim como em seu primeiro mandato, Trump decidiu retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), à qual Washington havia retornado sob a presidência de Joe Biden. Além disso, fechou as portas à Organização Mundial da Saúde (OMS). A administração Trump também reduziu amplamente a ajuda americana no exterior, o que afetou os orçamentos de numerosas organizações da ONU que se viram obrigadas a reduzir suas atividades, como o Alto Comissariado para os Refugiados (Acnur) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA). Na tribuna da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, Donald Trump lançou um ataque frontal contra a ONU, que, segundo ele, está "muito longe de alcançar seu potencial".