“Foi tudo pensado por ele, e para ele”: é com sentimentos à flor da pele que o ator Marcus Majella fala sobre Paulo Gustavo e o filme “Agentes muito especiais”, comédia de ação que chega aos cinemas nesta quinta-feira (8). O longa nasce de uma ideia original do humorista, que morreu em 2021, além de servir como uma homenagem à relação que os dois construíram dentro e fora das telas. 26 filmes mais esperados de 2026: 'Vingadores', 'A odisseia', 'O diabo veste Prada 2' e mais Cinema: Agnès Varda, precursora da Nouvelle Vague, ganha mostra com 20 filmes Em clima de Copa: Estação Net terá concurso de sósias de Tânia Maria, de 'O agente secreto', no dia do Globo de Ouro Em entrevista ao GLOBO, Majella não esconde o misto de orgulho e saudade. O longa concretiza um desejo antigo da dupla de brincar com o gênero de ação policial, subvertendo seus códigos com humor. — Às vezes fico triste, pois queria muito ele aqui pra viver esse sonho comigo, mas também me orgulho desse trabalho, porque honramos a vontade dele. Tem muito dele nesse filme, e muitas coisas que pensamos juntos durante anos. Paulo Gustavo e Marcus Majella Divulgação Na trama, Majella contracena com Pedroca Monteiro. Os dois interpretam policiais gays que precisam provar seu valor ao se infiltrar em uma penitenciária e desmantelar uma quadrilha liderada por uma criminosa enigmática, vivida por Dira Paes. A direção é de Pedro Antonio (“Um tio quase perfeito”), e o roteiro leva a assinatura de Fil Braz, parceiro criativo de longa data de Paulo Gustavo e responsável por sucessos como “Minha mãe é uma peça”. Protagonizando pela primeira vez um filme de ação, Majella conta que passou por uma “preparação intensa”, com acompanhamento de profissionais, para assumir o papel. — Acho que dei conta do recado! Nunca imaginei interpretar com um helicóptero descendo atrás de mim e da Dira a pouquíssimos metros de distância. Acredito que estou pronto para ser o novo James Bond — brinca Majella, aos risos. Outro ponto fundamental era a química entre os protagonistas. Originalmente, o personagem hoje vivido por Majella seria interpretado por Paulo Gustavo. Na versão final, Pedroca assumiu Johnny, o policial medroso, educado e atrapalhado, enquanto Majella ficou com Jeff, mais confiante e destemido. Marcus Majella divide a telona com Pedroca Monteiro Divulgação/Camilla Maia A parceria não começou ali. Os dois já haviam trabalhado juntos no teatro e na televisão, inclusive na série “Vai que cola”. A sintonia se manteve no set, e Majella guarda lembranças afetuosas das filmagens. Para Pedroca, o convite teve peso especial. “Nossa admiração e amor um pelo outro estão ali na tela o tempo todo”, afirmou o ator. Muito além das explosões, o filme é um mosaico de homenagens, com a presença de amigos e familiares de Paulo, como a modelo Carol Trentini e Ju Amaral, irmã do comediante. O resultado é um espelho do carinho que o público ainda dedica ao amigo, avalia Majella: — Nas pré-estreias eu ouvi muitos comentários amorosos do tipo “eu vi muito o Paulo Gustavo nesse filme”. E eu consigo entender, porque ele realmente está ali. Foi tudo pensado por ele, e para ele. Esse filme celebra nossa amizade, mas também o legado, a relação dele com o cinema nacional e o enorme respeito que ele tinha pelo público brasileiro. Initial plugin text