Embora para muitos o verão seja sinônimo de férias, praias e dias intermináveis, nem todos o vivenciam com entusiasmo. Aliás, detestar o verão é uma experiência mais comum do que muitos imaginam e, longe de ser um mero capricho, tem explicações enraizadas na psicologia e na saúde emocional. Segundo novo estudo: Dançar é associado a risco 76% menor de demência Dicas para alimentação: Quatro maneiras fáceis de consumir mais fibras O calor intenso, o ruído constante e certas expectativas sociais podem influenciar significativamente a forma como esta época do ano é vivenciada. Calor, espírito e emoções A psicologia climática estuda há anos como as altas temperaturas afetam o humor. Em algumas pessoas, o calor excessivo pode causar irritabilidade, fadiga persistente, distúrbios do sono e uma sensação geral de mal-estar. Existe até o que os especialistas chamam de transtorno afetivo sazonal de verão (TAS), menos conhecido do que o TAS de inverno, mas igualmente real. Quem sofre dessa condição frequentemente apresenta sofrimento emocional, insônia, perda de apetite e dificuldade de concentração. Não se trata simplesmente de "não suportar o calor", mas sim de uma resposta mais complexa do corpo e da mente a estímulos intensos e prolongados. Personalidades introspectivas e uma rejeição ao ruído do verão Além dos aspectos clínicos, a personalidade desempenha um papel fundamental. Pessoas que não gostam do verão tendem a ser mais introspectivas, valorizam a rotina e se sentem confortáveis em ambientes tranquilos. Para elas, essa estação pode parecer uma invasão constante: muito sol, muito barulho e muita pressão para parecerem ativas e felizes. Bem depois do que imaginam: em que idade uma pessoa é considerada velha hoje em dia, segundo a ciência? O verão também traz consigo uma forte pressão social: sair, viajar, aproveitar ao máximo cada dia. Aqueles que preferem planos mais caseiros ou espaços mais tranquilos podem se sentir em desacordo com esse entusiasmo coletivo, o que reforça sentimentos de rejeição e isolamento. Preferências pessoais que também dizem respeito ao bem-estar Evitar o verão não implica necessariamente uma atitude negativa ou pessimista. Muitas vezes, decorre de uma maior sensibilidade física e emocional ao calor, à umidade e às multidões. Alterações nos padrões de sono, desconforto físico e dificuldade em manter a rotina habitual podem afetar o bem-estar emocional. Chiclete e estresse: estudo curioso aponta relação entre mastigação, atenção e alívio da tensão Entender que nem todos gostam de sol, multidões e longas férias é fundamental para respeitar a diversidade emocional. Reconhecer essas preferências não só valida diferentes formas de sentir, como também ajuda a manter a saúde mental. Afinal, cada estação tem seu encanto... e não gostar do verão não é um problema, mas sim uma maneira diferente de vivenciá-lo.