Um policial iraniano morreu após ser esfaqueado durante protestos perto de Teerã, informou nesta quinta-feira a agência Fars, no 12º dia de um movimento contra o aumento do custo de vida no país. 'Vozes do Irã': Especial da GloboNews mostra como está o país após conflito com Israel Após ação dos EUA: Irã pede libertação de Maduro e diz que relações com a Venezuela estão mantidas Shahin Dehghan, policial do condado de Malard, a oeste da capital iraniana, morreu “poucas horas depois de ter sido esfaqueado enquanto participava dos esforços para controlar os distúrbios” na região, segundo a agência. As autoridades abriram uma investigação para identificar os responsáveis pelo ataque. As manifestações no Irã começaram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerã organizaram um protesto contra a alta dos preços e o colapso do rial, a moeda nacional. O ato inicial desencadeou protestos semelhantes em outras cidades do país. Segundo um levantamento da AFP com base em declarações oficiais e na imprensa local, os protestos já alcançaram 25 das 31 províncias iranianas e deixaram dezenas de mortos, entre eles integrantes das forças de segurança. O atual movimento é considerado o mais grave na República Islâmica desde os protestos de 2022–2023, desencadeados pela morte sob custódia de Mahsa Amini, presa por supostamente violar o rígido código de vestimenta imposto às mulheres. As manifestações, no entanto, não atingiram a dimensão dos protestos de 2022–2023 nem das mobilizações em massa de 2009, realizadas após as eleições presidenciais. Ainda assim, representam um desafio relevante para o governo iraniano, em meio a uma profunda crise econômica e no contexto posterior à guerra de 12 dias com Israel, ocorrida em junho do ano passado.