Vazamento provoca alagamento no Sistema Guandu e compromete abastecimento no Rio e na Baixada

Estação de tratamento ficou alagada após vazamento Divulgação Um vazamento de grandes proporções na tarde de quarta-feira (7) deixou parte da Estação de Tratamento de Água do Guandu, em Nova Iguaçu, submersa e reduziu pela metade a produção de água no sistema que abastece a capital e a Baixada Fluminense. Segundo a Cedae, a válvula de uma tubulação que leva água tratada do Guandu até o reservatório de Marapicu se rompeu, provocando um alagamento na área onde ficam as bombas e motores. A força da água formou correntezas e invadiu outras áreas da estação, chegando até o local onde havia uma ambulância. Com as bombas submersas, foi necessário desligar as elevatórias, paralisando temporariamente a produção de água. “Economizem água que, provavelmente, vai faltar água nas torneiras. Estourou uma adutora de grande porte numa das elevatórias aqui do Guandu. Como vocês veem aí, as bombas, os motores, estão todos submersos. Guandu, no momento, parado. Não está fabricando água”, alertou um funcionário durante a ocorrência. A Cedae informou que realizou uma manutenção de emergência para drenar a água e estancar o vazamento. A área alagada foi seca em menos de uma hora, e os reparos foram concluídos por volta das 2h da madrugada desta quinta-feira (8). A estação retomou integralmente a capacidade operacional e, segundo a companhia, o sistema já opera com mais de 85% da capacidade, em processo de estabilização. Impacto no abastecimento Durante a paralisação, a produção caiu 50%, comprometendo o fornecimento em várias regiões do Rio e da Baixada. A Cedae comunicou o problema às concessionárias Rio+ Saneamento, Águas do Rio e Iguá. A Rio+ Saneamento informou que o abastecimento na Zona Oeste está paralisado. Já a Águas do Rio disse que a redução na produção impacta o fornecimento na capital e em cidades da Baixada, como Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Queimados e São João de Meriti. A Iguá ainda não se manifestou. A recomendação é que os moradores economizem água até que o sistema seja totalmente normalizado.