Vídeo mostra navio da Guarda Costeira dos EUA emparelhando com petroleiro Marinera A diplomacia russa acusou nesta quinta-feira (8) os Estados Unidos de incitar "tensões militares e políticas" após a apreensão de um petroleiro com bandeira russa no Oceano Atlântico Norte, no âmbito do bloqueio de Washington às exportações de petróleo venezuelano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "É lamentável e alarmante que Washington esteja disposto a provocar graves crises internacionais", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado. A pasta ainda falou que a apreensão pode deteriorar ainda mais as "relações russo-americanas extremamente tensas", que se agravaram por conta de desacordos acumulados nos últimos anos. A chancelaria afirmou que a apreensão desse petroleiro pelos Estados Unidos e a cumplicidade de Londres foram "perigosas e irresponsáveis". Putin e Trump Sputnik/Alexander Kazakov/Pool via REUTERS; REUTERS/Leah Millis O nome e o status exato do navio e a legalidade da operação são objeto de divergências. Moscou chama o petroleiro de Marinera e afirma que obteve em 24 de dezembro uma autorização provisória para navegar sob bandeira russa. Mas, para Washington, o navio se chama Bella 1, não tem bandeira após ter navegado sob bandeira falsa e faz parte da frota fantasma venezuelana usada para transportar petróleo alvo de sanções americanas. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia rejeitou nesta quinta-feira essas acusações de navegação sob bandeira falsa, assegurando que Moscou forneceu repetidas vezes "informações confiáveis" sobre a propriedade russa do navio e seu status. O ministério também lembrou que o direito internacional estabelece "expressamente" que os navios em alto-mar estão sob a jurisdição exclusiva do Estado da bandeira. "A detenção e a revista de um navio em alto-mar só são possíveis com base em uma lista fechada de motivos, como a pirataria ou o tráfico de escravos, que evidentemente não se aplicam ao Marinera", afirmou o ministério. "Em todos os demais casos, tais ações só são autorizadas com o consentimento do Estado da bandeira - neste caso, a Rússia", acrescentou. Durante uma operação militar realizada na quarta-feira entre a Islândia e a Escócia, guardas costeiros americanos, com apoio britânico, interceptaram e assumiram o controle do petroleiro, com os tanques vazios, que vinham perseguindo desde 21 de dezembro.