A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar tentativas de cooptação de influenciadores digitais com o objetivo de divulgar conteúdo favorável ao Banco Master e crítico ao Banco Central (BC). O caso envolve a liquidação da instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro. Registros obtidos pelo jornal O Globo mostram que os valores oferecidos variavam conforme o número de seguidores do influenciador, com contratos que chegavam a R$ 2 milhões por três meses de publicação. + Leia mais notícias de Política em Oeste A mobilização teve início em 19 de dezembro, um dia depois da veiculação de uma reportagem pelo portal Metrópoles. O conteúdo informava que o Tribunal de Contas da União havia identificado possíveis sinais de que o BC poderia ter agido de forma precipitada. De acordo com a reportagem, as propostas partiram da Agência Mithi, que tem como responsável Thiago Miranda, ex-CEO e antigo sócio do Grupo Leo Dias. https://www.youtube.com/watch?v=Qz6xJehURGk Comprovantes de transferências bancárias mostram que pelo menos um dos valores saiu diretamente da conta de Miranda. O empresário Flávio Carneiro também aparece como sócio majoritário, com 60% das cotas da empresa . O jornalista Leo Dias declarou não ter qualquer vínculo com a Agência Mithi, apesar do nome semelhante ao do portal que ele representa. Segundo informou, Miranda se desligou do grupo em junho. Procurado, o ex-executivo não retornou os contatos do jornal O Globo . Juristas veem risco legal em campanhas disfarçadas Juristas ouvidos por Oeste afirmam que, sob a ótica legal, não há irregularidade na contratação de influenciadores para promover mensagens específicas. No entanto, a falta de transparência quanto à natureza patrocinada do conteúdo pode ser enquadrada como publicidade enganosa. + Leia também: "Mensagens sugerem que influenciadores atuaram de forma coordenada em defesa do Banco Master" No caso de profissionais da imprensa, a situação pode representar violação ao Código de Ética do jornalismo. O dispositivo proíbe a vinculação de conteúdo informativo a interesses financeiros e exige a exposição de conflitos de interesse relevantes. O post PF vai investigar oferta a influenciadores no caso Master apareceu primeiro em Revista Oeste .