Chimamanda Ngozi Adichie perde filho de 1 ano e 9 meses: 'Pedimos compreensão e orações neste momento de luto'

Nkanu Nnamdi, um dos filhos gêmeos da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie morreu nesta quarta-feira (7). O menino tinha 1 ano e 9 meses. A morte foi confirmada pela família da escritora, informou a BBC. Segundo a nota divulgada, Nkanu Nnamdi faleceu após uma breve doença. A família está “devastada por essa perda irreparável” e pede as orações do público. Venezuelana María Elena Morán reflete sobre a ruína de seu país: 'É a queda de um ditador. Só que do pior jeito' 'Sobre heróis e tumbas': Clássico de Ernesto Sabato revela obsessão do autor por retratar a si mesmo de forma transparente e consciente “Pedimos a sua compreensão e orações neste momento de luto em particular. Nenhum outro comunicado será divulgado e agradecemos ao público e à imprensa por respeitarem a necessidade de privacidade da família durante este período de imensa dor”, diz o comunicado. Nkanu Nnamdi era filho de Chimamanda e do médico Ivara Esege. Os gêmeos nasceram em 2024 por meio de barrida de aluguel. Ateu e anticlerical: Javier Cercas lança livro sobre Papa Francisco e explica por que escrever série policial talvez o tenha livrado da cadeia Chimamanda tem 48 anos é uma das mais festejadas ficcionista da atualidade, cujo sucesso global ajudou a colocar o feminismo na ordem do dia do mercado editorial. É autora de romances como “Meio sol amarelo”, “Americanah” e “A contagem dos sonhos”, lançado no ano passado, além do ensaio “Sejamos todos feministas”. Em entrevista à revista ELA, editada pelo GLOBO, no ano passado, ela afirmou que ser mãe mudou sua visão de mundo. “A maternidade me mostrou um amor que eu não conhecia. Me lembro de olhar para minha filha e me dar conta de que eu era responsável por esse ser humano e não havia nada que eu não faria por ela. Nunca fui ansiosa, mas descobri que a ansiedade está no centro do amor materno, você duvida de si mesma, da sua capacidade de proteger a criança”, disse ela à filósofa Djamila Ribeiro, que conduziu a entrevista. “Ser mãe também me fez ter mais empatia com outras mulheres, julgá-las menos e entender como são complexas as escolhas de uma mãe. Não é saudável uma mulher ficar num relacionamento ruim por causa dos filhos, mas agora entendo como o amor por um filho pode te levar a tomar decisões que não são necessariamente as melhores para você”, completou a escritora, que também é mãe de uma menina nascida em 2016.