Bruna Furlan, de 24 anos, neta do apresentador e humorista Carlos Alberto de Nóbrega, compartilhou em suas redes sociais nesta quinta-feira (8) que foi diagnosticada com câncer de mama. Ela foi diagnosticada com carcinoma mamário invasivo não especial, considerado o tipo cancerígeno mais comum de se desenvolver nas mamas. Em família: os pais têm filhos favoritos? Claro que sim Bolsonaro: ‘As quedas são as minhas grandes preocupações neste momento’, diz o cirurgião do ex-presidente Segundo Bruna, ela irá começar o tratamento contra a doença de forma imediata, que incluirá quimioterapia, cirurgia e radioterapia. “Infelizmente, estou com metástase. Decidi tornar isso público porque, ao longo dessa trajetória, descobri que o câncer de mama tem crescido entre mulheres mais jovens, e isso me chocou muito”, afirma Bruna, em seu relato. O número de mulheres com câncer de mama em idades mais jovens cresce em números alarmantes desde 2009, segundo estudo realizado pelo Instituto do Câncer. Naquele ano, 7,9% delas tinham menos de 40 anos. Em 2020, já eram 21,8%, em um aumento de 14,8%. Um outro estudo realizado no Brasil com cerca de 3 mil mulheres, entre 2016 e 2018, mostrou que 43% dos casos de câncer de mama ocorreram em mulheres abaixo dos 50 anos e 17% até os 40 anos. A causa para isso está em dois fatores, segundo especialistas. O primeiro deles está associado ao estilo de vida, como a maternidade tardia, maior prevalência de sobrepeso, piores hábitos alimentares e sedentarismo. Outro fator é o refinamento do diagnóstico — os exames de rastreamento conseguem detectar o tumor muito antes. O principal sintoma continua sendo o exame de toque para observar se não há nenhum nódulo ou caroço na região da mama. Porém, as mulheres também podem ter vazamento de líquido na mama, alteração, retração ou aumento do tamanho. As chances de cura podem chegar a 95% se o câncer for diagnosticado de forma precoce. No Brasil, o câncer de mama é o segundo tipo de câncer que mais afeta a população feminina, contabilizando 10,5% de todos os diagnósticos. No mundo, a doença afeta 2,3 milhões de pessoas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Ministério da Saúde preconiza que o exame de mamografia seja feito em mulheres a partir dos 50 anos, a cada dois anos. Dependendo da fase da doença e do tipo de tumor, o médico pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo.