Em 2026, algo curioso acontece nas cabeleiras ao redor do mundo: ondas naturais, frizz sutil e um acabamento propositalmente despretensioso passaram a dominar passarelas, tapetes vermelhos e o street style. Celebridades como Chappell Roan, Rihanna, Sadie Sink e Nicole Kidman têm sido fotografadas com texturas mais livres — ondas suaves, volume real e uma vivacidade que se distancia dos penteados exagerados que marcaram anos anteriores. Toasty Makeup: conheça a tendência do TikTok que traz o calor do verão para a maquiagem Menopausa: entenda por que o cabelo fica mais fino, áspero, sem brilho e com menor densidade A virada reflete uma mudança estética mais ampla. Depois de quase uma década de extensões dramáticas, comprimentos ultralongos, brilho excessivo e estilos altamente esculturais, a moda encontrou um novo ponto de equilíbrio entre naturalidade e sofisticação. O cabelo com movimento, que respeita a textura individual de cada pessoa, voltou a ser sinônimo de elegância e até de luxo. "Hoje, o que vemos nas ruas e nos grandes eventos é um retorno à essência capilar: ondas que se movem com o vento, frizz que conta história e nenhuma tentativa de esconder como o fio realmente é", afirma Tati Cordeiro, especialista em megahair e criadora do Megahairinvisível. Cabelo natural como nova expressão de estilo Para Tati, a tendência vai além da estética. "O cabelo natural se tornou um símbolo de autenticidade. O luxo agora está em valorizar aquilo que parece effortless, mas é resultado de cuidado real", explica. Isso envolve compreender profundamente como cada fio reage ao corte, à cor e à luz. "Nos últimos anos, a busca era por alongamentos cada vez mais longos, mais lisos e impecáveis. Hoje, a conversa mudou: falamos de movimento, textura e de potencializar o que cada pessoa já tem de melhor", destaca. Sadie Sink aposta no cabelo natural Reprodução Instagram Esse novo olhar tem se refletido em editoriais de moda e campanhas globais, reforçando a ideia de que a naturalidade bem cuidada transmite mais personalidade do que a perfeição artificial. Cabelo curto em alta e atenção redobrada nos alongamentos "Quem sempre usou cabelo curto está redescobrindo possibilidades incríveis para brincar com ondas, volume e transições de comprimento sem perder a identidade. O curto nunca foi tão valorizado", observa a especialista. Já para quem deseja alongar os fios de forma discreta ou com um toque de glamour, Tati faz um alerta importante: "A escolha do material é determinante. Para alcançar o efeito natural visto nas celebridades, os fios do alongamento precisam dialogar com a textura real do cabelo. Isso influencia diretamente no movimento e na integração com o cabelo natural." Por isso, segundo ela, não se trata apenas de ganhar comprimento, mas de fazer com que o alongamento se comporte como uma extensão harmônica da própria identidade capilar. O conceito do Megahairinvisível, criado por Tati Cordeiro, surge exatamente dentro dessa filosofia. "Quando desenvolvi a técnica, a intenção era criar um alongamento que não se sobrepusesse ao natural, mas que conversasse com ele. É sobre favorecer o movimento, respeitar a textura e celebrar a individualidade", diz. Essa abordagem acompanha a valorização atual do cabelo que vive, respira e expressa quem o usa — uma característica que, segundo hairstylists e estilistas de moda, define o luxo contemporâneo. Se antes o glamour estava associado a excessos — comprimentos exagerados, brilho saturado e penteados quase impossíveis —, hoje ele se manifesta no que parece simples, mas é sustentado por conhecimento técnico e escolhas precisas. O cabelo natural, tratado com atenção e realçado com sutileza, tornou-se o novo ideal aspiracional. "O luxo, hoje, é ter um cabelo que parece natural, mas foi pensado para reforçar a sua expressão pessoal. Isso é elegância", conclui Tati.