Procon notifica mais de 100 escolas de Natal por possível cobrança indevida em listas de material escolar

Procon notifica escolas por cobrança indevida de material Mais de 100 escolas particulares de Natal foram notificadas pelo Procon da capital por suspeita de cobranças indevidas nas listas de material escolar para o ano letivo de 2026. O objetivo da fiscalização é verificar se as instituições estão exigindo itens que não podem ser repassados aos pais, por se tratarem de materiais de uso coletivo. Com a lista nas mãos, a dona de casa Rita de Cássia Lopes analisa com atenção cada item solicitado pela escola da filha, de 5 anos. A relação inclui produtos que, na avaliação dela, não deveriam ser de responsabilidade dos pais. Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp “Ela tem 5 anos, faz o nível 5, e pediram sabonete líquido, papel umedecido de bebê, colônia de perfume, um monte de coisa que eu acho que não tem necessidade. Isso é pessoal, fora o que vai ficar na escola. Pediram muita coisa. Eu não estou levando tudo, vou levar pela metade, porque as coisas estão muito caras”, relatou. De acordo com o Procon Natal, as escolas devem apresentar a lista detalhada dos materiais solicitados, além da planilha de custos e do plano pedagógico. A análise vai verificar se há cobrança de itens proibidos pela legislação. Procon notificou mais de 100 escolas de Natal por suspeita de abusividade na lista de material escolar Reprodução/Inter TV Cabugi O órgão explica que as escolas podem exigir materiais de uso individual do aluno, como cadernos, lápis, canetas, borrachas, estojos, mochilas, agendas e outros itens que serão utilizados ao longo do ano letivo. No entanto, é proibida a cobrança de materiais de uso coletivo, que devem ser custeados pela própria instituição. Entre os itens que não podem constar na lista estão materiais de limpeza, papel higiênico, tintas, resmas de papel em grande quantidade e caixas de materiais destinadas ao uso geral da escola. Caso os pais tenham dúvidas sobre a cobrança de algum item, a orientação é procurar inicialmente a própria instituição de ensino e solicitar a documentação que comprove a necessidade do material. Segundo o Procon, a escola é obrigada a fornecer essas informações. Se a situação não for resolvida, o consumidor pode procurar o Procon para formalizar a denúncia. “Caso haja qualquer dúvida ou indício de abusividade, o pai deve procurar primeiro a escola, solicitar a planilha de custos e o plano pedagógico. É dever da escola fornecer esse material. Se persistir o problema, o Procon Natal pode ser acionado para que a gente entre em contato com a instituição e busque um equilíbrio na relação de consumo”, explicou Dina Perez, diretora do Procon Natal. Veja os vídeos mais assistidos no g1 RN