Acordo Mercosul-UE é aprovado: veja o que pode ficar mais barato para o brasileiro

Com a aprovação, nesta quinta-feira, do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), formada por 27 países, há a expectativa de que uma série de produtos importados fiquem mais baratos para os brasileiros, entre eles queijos, vinhos, azeite e chocolates. A votação oficial no Conselho Europeu vai ocorrer ainda hoje. A leitura de que o acordo foi aprovado é baseada nas declarações de embaixadores dos Estados-membros durante reunião em Bruxelas, que começou às 11h (7h em Brasília). Os votos serão declarados às 17h (13h no horário de Brasília). Com a aprovação, o pacto comercial deve ser assinado na próxima semana entre os dois blocos. Ainda que precise do aval do Parlamento Europeu e do Congresso Nacional de cada país do Mercosul, o alívio nos preços chegará aos consumidores do Brasil. Editoria de Arte O tratado é resultado de 26 anos de negociações, iniciadas em 1999, e é histórico porque criará uma zona de livre-comércio de mais de 720 milhões de consumidores. Combinadas, as economias somam US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB). Para os sul-americanos, é uma oportunidade de ampliar a demanda externa para a indústria agrícola. Para europeus, a maior abertura do mercado do Brasil e seus vizinhos poderá impulsionar a indústria manufatureira. Azeite, vinho, queijo e chocolates Veja abaixo alguns exemplos de produtos europeus que deverão chegar mais baratos ao Brasil ao longo dos próximos anos: Azeite - hoje paga 10% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual Vinho - hoje paga 35% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual Outras bebidas (exceto vinho) - hoje pagam até 35% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual Chocolate - hoje paga 20% de tarifa e passará a pagar zero após redução gradual Queijo - hoje paga 28% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 30 mil toneladas Leite em pó - hoje paga 28% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 10 mil toneladas Fórmula para bebês - hoje paga 18% de tarifa e passará a pagar zero, até uma cota de 5 mil toneladas