A Disneyland, em Anaheim, na Califórnia, decidiu encerrar um benefício tradicional que garantia entrada antecipada aos hóspedes de seus hotéis, medida que gerou forte reação negativa entre frequentadores assíduos do parque. A partir desta semana, visitantes hospedados nas unidades oficiais deixaram de ter acesso antecipado de 30 minutos às atrações por meio do sistema Lightning Lane (ou fila relâmpago, em tradução livre) antes da abertura dos portões, privilégio considerado um dos principais atrativos para quem optava por hotéis mais caros dentro do complexo. Veja: Placa de vidro cai do quarto andar de prédio sobre cliente de cafeteria na Argentina; vídeo Aviação: Turbulência severa em voo da British Airways deixa passageiros com fraturas O curto período de vantagem permitia circular com maior liberdade pelo parque antes da formação de longas filas e era visto como um incentivo decisivo para reservar hospedagem nos hotéis da Disney, em vez de opções mais baratas nas redondezas. A decisão de revogar o benefício desencadeou uma onda de críticas nas redes sociais. “Não faz sentido ficar hospedado no complexo então. É O benefício. E já tinha ficado pior depois de ser reduzido para 30 minutos”, escreveu um visitante no Reddit. Outro comentou: “Isso realmente tira o apelo dos hotéis dentro do complexo. Você não está na ‘bolha’ e há hotéis mais próximos da Disneyland do que o Disneyland Hotel. Não faço ideia de por que você não ficaria em algum lugar melhor logo ali na mesma rua por menos dinheiro”. Em substituição à entrada antecipada, a Disney passou a oferecer aos hóspedes um único acesso via Lightning Lane para uma atração incluída no Lightning Lane Multi Pass, válido por estadia, nos três hotéis do complexo: Disneyland Hotel, The Grand Californian Hotel & Spa e Pixar Place Hotel. El Hoyo: Maior avião-tanque da América Latina entra em operação no combate a incêndios na Argentina O serviço Lightning Lane foi lançado em julho de 2024 e é pago. Além da entrada antecipada, ele também permite que visitantes evitem as filas convencionais e utilizem uma fila separada e mais curta para acessar brinquedos e atrações. A mudança, porém, não agradou. “Não compreendo isso. Se alguém tem dinheiro para ficar hospedado no complexo, as chances são de que também esteja comprando Lightning Lane”, afirmou um fã. Para parte do público, a decisão soa como mais um golpe após recentes aumentos generalizados de preços. Em outubro de 2025, a The Walt Disney Company reajustou valores de ingressos diários e passes anuais, com pacotes chegando a custar US$ 1.899 (pouco mais de R$ 10 mil, na cotação atual). “Isto vai soar dramático, mas a Disneyland era meio que o último lugar verdadeiramente mágico para mim. A Disney World (em Orlando, na Flórida) perdeu muito da magia nos últimos anos, com custos mais altos, menos benefícios e mais cobranças por tudo, mas eu sentia que a Land ainda estava presa (no bom sentido) no tempo, onde as experiências importavam. Isso parece que arrancaram um curativo e me deram um novo corte ao mesmo tempo”, escreveu um fã desapontado. Outro foi ainda mais duro: “Quem na Terra decidiu que isso era justo? Estou tão cansado da Disney sendo ingrata com sua base fiel e tirando cada vez mais. Esta pode ser nossa última viagem. Já desistimos da World e sinto que a Land desistiu da gente”. A Disney afirma que os aumentos e mudanças refletem a alta dos custos trabalhistas e os investimentos contínuos em expansão dos parques. Segundo a empresa, os salários dos funcionários mais do que dobraram desde 2015, enquanto o ingresso mais barato subiu apenas US$ 5 no mesmo período.