Ibama cobra explicações da Petrobras depois de vazamento de fluido

Preocupações ambientais em torno do bloco 59 da bacia Foz do Amazonas ganharam destaque depois do vazamento de fluido durante perfuração realizada pela Petrobras . O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela fiscalização, solicitou que a estatal marque uma reunião para esclarecer o acidente, além de detalhar as ações preventivas adotadas contra novos incidentes. + Leia mais notícias de Brasil em Oeste Em documento enviado na quarta-feira 7, o Ibama citou "grande preocupação já manifestada [...] acerca dos riscos e potenciais impactos da atividade" no local, cobrando explicações formais da Petrobras. O órgão ambiental exigiu informações técnicas sobre a ocorrência e pediu apresentação de medidas corretivas. Vazamento interrompe operação e gera cobranças por explicações No domingo 4, a perfuração foi suspensa pela Petrobras depois de detectar o vazamento a 2,7 mil metros de profundidade. O fluido envolvido na operação, segundo os dados, escapou por duas linhas auxiliares e não se tratou de petróleo. https://www.youtube.com/watch?v=wkwf-8liFjk O Ibama segue analisando o episódio, que pode resultar em multa. O navio sonda ainda não atingiu a camada de óleo, permanecendo na fase intermediária do trabalho. A coordenação de licenciamento do instituto solicitou um relatório detalhado sobre as causas do vazamento, volume e composição do material despejado. Divergências sobre volume e contexto político A Petrobras estimou inicialmente quase 15 mil litros do produto lançado no mar, mas informou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) um total um pouco acima de 18 mil litros, conforme registro em ata da última reunião do órgão regulador. A ANP condicionou a retomada da perfuração a uma explicação detalhada sobre o acidente. A permissão para perfurar na Foz do Amazonas foi concedida pelo Ibama em outubro do ano passado, depois de anos de discussões. O projeto de exploração dividiu o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu críticas de ambientalistas e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e foi defendido pelo Ministério de Minas e Energia, por integrantes da base aliada, pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e pelo próprio presidente Lula. Leia também: “Togas fora da lei” , artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste O post Ibama cobra explicações da Petrobras depois de vazamento de fluido apareceu primeiro em Revista Oeste .