O cenário de instabilidade no Irã resultou em pelo menos 65 mortes e mais de 2,3 mil detenções desde o início dos recentes protestos, conforme dados da Human Rights Activists News Agency ( HRANA ), com sede nos Estados Unidos . Os atos de contestação ao regime foram registrados em 512 pontos distribuídos por 180 cidades, de acordo com a atualização divulgada pela HRANA na sexta-feira 9. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Dentre as vítimas fatais, a agência informou que 50 eram manifestantes, 14 pertenciam às forças de segurança e uma pessoa tinha vínculos com o governo. A HRANA ressaltou a dificuldade de apurar números exatos por causa dos bloqueios das comunicações imposto no país. Repercussão internacional e posicionamento dos Estados Unidos No contexto internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na sexta-feira, que acompanha atentamente a situação no Irã e voltou a advertir as autoridades iranianas sobre o uso de força contra os protestantes. “E, mais uma vez, digo aos líderes iranianos: é melhor vocês não começarem a atirar, porque nós também começaremos”, afirmou Trump durante reunião com representantes do setor petrolífero na Casa Branca. https://www.youtube.com/watch?v=na09ylGOF9k Trump acrescentou que não pretende enviar tropas dos EUA ao Irã, mas afirmou que “se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado", os Estados Unidos se envolverão. "Isso não significa tropas em solo, mas significa atingi-los com muita, muita força onde dói.”. Ao comentar os protestos, ele avaliou: “O Irã está em grandes apuros”. Mensagem do último xá do Irã Neste sábado, 10, Reza Pahlavi , filho do último xá deposto em 1979, incentivou manifestantes a ocuparem centros urbanos e declarou sua intenção de retornar ao país, caso um novo governo se estabeleça. Em mensagem publicada em suas redes sociais, Pahlavi, que reside nos Estados Unidos, afirmou: "Nosso objetivo não é mais simplesmente ir às ruas; o objetivo é nos prepararmos para tomar o centro das cidades e mantê-lo sob nosso controle", além de pedir greves gerais nos setores de transporte, energia, petróleo e gás. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Reza Pahlavi - رضا پهلوی (@officialrezapahlavi) O herdeiro também declarou: "Me preparo para retornar à minha pátria e estar com vocês, a grande nação do Irã, quando nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo", reforçando sua disposição para voltar ao país se houver mudança de regime. Leia também: “Togas fora da lei” , artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste O post Irã: protestos aumentam e herdeiro do último xá defende ‘tomar cidades’ apareceu primeiro em Revista Oeste .