Suspeita de ciguatera é apurada após intoxicação alimentar em Touros Reprodução/Inter TV Cabugi No início de janeiro, o município de Touros, no litoral Norte do Rio Grande do Norte, registrou cerca de 30 casos de intoxicação alimentar após a ingestão de peixes e outros animais marinhos em um restaurante da cidade. O grupo foi atendido no Hospital Ministro Paulo de Almeida Machado (HMPAM), e as amostras seguem em análise. Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A suspeita da Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) é de que os casos sejam de ciguatera, uma intoxicação alimentar que ocorre após o consumo de peixes, mariscos ou outros animais marinhos contaminados com toxinas produzidas por microalgas. "A ciguatera é uma toxina muito rara que está presente naturalmente em algas marinhas. Alguns peixes que se alimentam dessas algas podem se contaminar, e peixes maiores, que se alimentam desses peixes, também podem acumular a toxina. Mas ela é muito mais comum em regiões do Oceano Pacífico, do Oceano Índico e até do Caribe. Ela é muito rara na nossa região”, explica a nutricionista Camila Moreira. De acordo com a Secretaria de Saúde de Touros, 27 pessoas deram entrada no hospital municipal com queixas de dores abdominais, náuseas, vômitos e outros sintomas. Todas relataram ter consumido peixes de três espécies - cavala, arabaiana e bicuda -, servidos em um mesmo restaurante da cidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No dia 3 de janeiro, a Vigilância Sanitária Municipal recolheu os alimentos suspeitos no estabelecimento. Quatro amostras foram encaminhadas para o Laboratório Central do Estado (Lacen) e, posteriormente, enviadas para um laboratório de referência no Sul do país. O restaurante foi fechado para apuração do caso. Segundo a diretoria do Hospital Municipal de Touros, além dos 27 pacientes que comeram no restaurante, outras pessoas deram entrada na unidade com suspeita de intoxicação alimentar após consumirem peixes em outros estabelecimentos. A Secretaria de Saúde de Touros informou que só vai divulgar mais detalhes após a conclusão dos laudos. Segundo a prefeitura, o restaurante foi reaberto depois de cumprir os protocolos recomendados pela Vigilância Sanitária. Durante as vistorias, não foram encontradas não conformidades. O armazenamento, o preparo e o ambiente foram considerados adequados para a comercialização de alimentos. Apesar da suspeita gerar apreensão, especialistas reforçam que a recomendação não é deixar de consumir pescados, mas redobrar a atenção quanto à procedência. Vídeos mais assistidos do g1 RN