A principal coalizão venezuelana informou neste sábado que 17 presos políticos foram libertados em meio ao lento processo de soltura de prisioneiros anunciado pelo governo sob pressão dos Estados Unidos após a captura do presidente Nicolás Maduro no último sábado. A Plataforma Unificada publicou a contagem em sua conta X, sem especificar nomes. Outras ONGs relatam 12 pessoas entre um total de 800 a 1.200 detidos. Entenda: Venezuela anuncia libertação de presos políticos como ‘gesto de paz unilateral’ Regime pós-Maduro: Familiares de presos políticos vivem dias de angústia e incerteza na Venezuela Há dois dias, dezenas de famílias dormem em frente a centros de detenção como El Rodeo I, nos arredores da capital, aguardando notícias. Os guardas alegam não saber de nada. "Exigimos que os processos de libertação sejam acelerados para que o sofrimento dos presos políticos e de suas famílias finalmente cesse", declarou a Plataforma Unificada em comunicado. A Venezuela anunciou na quinta-feira a libertação de um "número significativo" de detidos, incluindo estrangeiros. Mas, 48 horas depois, pouco progresso foi feito. O governo ainda não respondeu às insistentes mensagens da imprensa internacional sobre o assunto. Entre os primeiros libertados estavam o ex-candidato presidencial Enrique Márquez, que foi solto juntamente com o ativista Biagio Pilieri. Rocío San Miguel, que tem dupla cidadania, foi libertada junto com outros quatro espanhóis e viajaram para Madri. Rocío San Miguel, presa em fevereiro de 2024, ex-candidato presidencial Enrique Márquez, que foi detido em janeiro de 2025, e Juan Pablo Guanipa (ex-governador de Zulia e líder do partido ¨Primer Justicia¨) figuram na primeira lista de libertos pelo chavismo Arte O GLOBO A ONG Foro Penal informou a libertação, no estado de Bolívar (sul), do Dr. Virgilio Valverde, coordenador da juventude do partido da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado. "Ele nunca deveria ter estado atrás das grades!", escreveu a organização política nas redes sociais. E de Didelis Corredor, também preso desde julho de 2023. A ONG Justiça, Encontro e Perdão exigiu que as autoridades publiquem a lista completa das pessoas libertadas, incluindo nomes, local de detenção e condições de libertação, e "que quaisquer anúncios futuros sejam feitos de forma verificável e sem gerar falsas expectativas".