Isabel Veloso: entenda o que é cuidado paliativo, tratamento escolhido pela influenciadora em seus últimos anos de vida

A influenciadora digital Isabel Veloso morreu neste sábado, aos 19 anos, após quatro anos de tratamento contra um câncer do tipo linfoma de Hodgkin. Há um ano e meio, após piora no quadro, a influenciadora optou por entrar em cuidados paliativos, em estado terminal. Ela morreu após enfrentar complicações de um transplante de medula e pneumonia grave. A jovem era casada com Lucas Borbas, os dois eram pais do pequeno Arthur, que completou um ano em dezembro. Como se libertar de um narcisista: psicóloga garante que pessoas com a condição 'nunca vão mudar'; entenda Quanto você sabe sobre seus sonhos? O que eles significam? Faça o teste (você vai se surpreender) Em 2024, a jovem paranaense afirmou afirmar estar em estado terminal, com até seis meses de vida. Em agosto, ela anunciou que doença estava “estabilizada” e que, portanto, ela não é mais uma paciente oncológica em estado terminal, e sim em cuidados paliativos. — A minha doença era terminal, eu tinha um tempo estimado de vida e não tinha a certeza de que a doença iria se estabilizar. Ela se estabilizou e eu não sou uma paciente terminal, e sim uma paciente com cuidados paliativos — afirmou em seu perfil no Instagram. Izquierdo: entenda a causa da morte do jogador A influenciadora defendeu ainda estar “mais do que na hora das pessoas entenderem o que é estado de terminalidade e estado paliativo”. Isabel se manifestou sobre o tema depois de ter recebido uma série de críticas e questionamentos sobre seu diagnóstico. O que é um paciente em estágio terminal? E o que são cuidados paliativos? Segundo um grupo de estudos da Sociedade Médica de Santiago, no Chile, há alguns requisitos para classificar o paciente em estágio terminal. Entre eles, que o indivíduo tenha uma doença grave, de caráter progressivo e irreversível, com prognóstico fatal próximo ou em um prazo relativamente breve. No momento do diagnóstico, a condição não é passível de tratamento conhecido, ou com eficácia comprovada, que permita modificar o prognóstico de morte próxima. De forma resumida, é o paciente cuja doença já não tem mais alternativas para ser tratada e, por ela ser progressiva, há um grau de certeza de que vai levar a pessoa ao óbito. Já os cuidados paliativos são definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma “abordagem que melhora a qualidade de vida dos pacientes (...) que estão enfrentando problemas associados a doenças que ameaçam a vida”. Eles englobam manejo da “dor e de outros problemas, sejam eles físicos, psicossociais ou espirituais”. Isso quer dizer que o paciente não está necessariamente em estágio terminal, ou seja, com uma doença progressiva e sem tratamento, apenas que ele tem um diagnóstico grave e que necessita dos cuidados paliativos para viver melhor, sem dores. Eles podem, portanto, fazer parte do cuidado a uma pessoa que está em estágio terminal ou não. A OMS, por exemplo, estima que a cada ano 56,8 milhões de pessoas precisam dos cuidados paliativos no mundo, a maioria de países de média e baixa renda. Segundo o órgão, a maior parte dos casos envolve doenças crônicas, como as cardiovasculares (38,5%); câncer (34%); doenças respiratórias crônicas (10,3%); síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) (5,7%) e diabetes (4,6%). Mas há outras condições que podem exigir cuidados paliativos, como insuficiência renal, doença hepática crônica, esclerose múltipla, doença de Parkinson, artrite reumatoide, doença neurológica, demência, anomalias congênitas e tuberculose resistente a medicamentos, acrescenta a OMS.