As grandes exposições que vão marcar o calendário cultural do Brasil em 2026

Em 2026, o calendário de artes visuais no Brasil se concentra em uma sequência de exposições de grande porte em instituições-chave do país. O MASP dedica todo o ano às Histórias latino-americanas, com individuais de Sandra Gamarra Heshiki, Damián Ortega e Carolina Caycedo, culminando em setembro em uma grande mostra coletiva. A Pinacoteca de São Paulo organiza sua programação em torno da ideia de vitalidade, com destaques para Pascale Marthine Tayou, Ismael Nery e Nam June Paik. O Instituto Moreira Salles amplia sua atuação entre São Paulo, Rio de Janeiro e Poços de Caldas, reunindo nomes como Fernando Lemos, Ara Güler e Luiz Braga. Em Brumadinho, o Inhotim celebra 20 anos com exposições inéditas de Grada Kilomba, Paulo Nazareth e Dalton Paula, enquanto o Instituto Tomie Ohtake marca seus 25 anos com uma programação que atravessa gerações, de Isay Weinfeld a Sheila Hicks. IMS Pescadores voltando ao porto de Kümkapi, Istambul, 1950 Ara Güler/Divulgação Em 2026, o Instituto Moreira Salles expande sua programação para além de São Paulo e se afirma como um circuito cultural que atravessa o país. Na sede do IMS Paulista, a programação de 2026 traz uma série de exposições que investigam fotografia, memória e identidade. Entre os destaques estão Desocultação, retrospectiva de Fernando Lemos que marca seu centenário, Reimaginar a Amazônia, que revisita as expedições fotográficas de Albert Frisch sob a voz de artistas indígenas, e Ara Güler | Istambul, uma grande mostra dedicada ao fotógrafo turco que documentou as transformações sociais de sua cidade natal com cerca de 200 imagens Em Poços de Caldas, a programação do IMS começa com Stefania Bril: desobediência pelo afeto, em cartaz de 7 de março a 2 de agosto de 2026, resgatando o olhar singular da fotógrafa polonesa radicada no Brasil, e segue com a mostra de Liti Guerreiro, prevista de 29 de agosto de 2026 a 31 de janeiro de 2027, cuja obra nasce da relação direta com a paisagem e os materiais naturais da região. No Rio de Janeiro, enquanto a sede da Gávea passa por restauração, o IMS mantém presença ativa por meio de parcerias, como Luiz Braga – Arquipélago imaginário, já disponível no Paço Imperial, reunindo cinco décadas da produção do fotógrafo paraense. @imoreirasalles MASP Damián Ortega. Controller of the Universe, 2007 Divulgação O MASP atravessa 2026 como um dos grandes eixos do circuito brasileiro, combinando transformação arquitetônica e um programa curatorial contínuo. Enquanto conclui o túnel que liga a nova torre ao edifício de Lina Bo Bardi, com mural inédito de Beatriz Milhazes previsto para o primeiro semestre, o museu dedica todo o ano às Histórias latino-americanas. A temporada se inicia em 6 de março, com as individuais de Sandra Gamarra Heshiki, Claudia Alarcón & Silät e La Chola Poblete, e avança, entre abril e julho, com exposições de Santiago Yahuarcani, Acciones de Arte, Damián Ortega e Carolina Caycedo. O ponto alto chega em 4 de setembro, com a abertura da grande mostra coletiva Histórias latino-americanas, em cartaz até 31 de janeiro de 2027, articulando obras barrocas e contemporâneas do México ao extremo sul da Argentina e consolidando o MASP como um dos principais palcos curatoriais do ano. @masp Pinacoteca de São Paulo Pascale Marthine Tayoy, L’enfer du décor, 2025 Divulgação Em 2026, a Pinacoteca estrutura sua programação em torno da ideia de vitalidade. Entre os destaques estão a primeira individual brasileira de Pascale Marthine Tayou, no primeiro semestre, a retrospectiva de Ismael Nery, no segundo, e a aguardada exposição dedicada a Nam June Paik, que coloca o pioneiro da videoarte em diálogo com artistas contemporâneas. A Pina Estação recebe Macunaíma é Duwid, releitura do romance de Mário de Andrade sob a perspectiva dos povos originários, enquanto a Pina Contemporânea aposta em projetos voltados à infância como experiência artística. @pinacotecasp Instituto Inhotim davi de jesus do nascimento entra com exposição no Inhotim a partir de abril Divulgação Neste ano, o Inhotim, em Brumadinho (MG), celebra seus 20 anos com um calendário que se estende por todo o ano, combinando inaugurações, exposições individuais e eventos especiais. A programação começa em 7 de fevereiro com O Barco – Ato III, de Grada Kilomba, e Esconjuro – Verão, de Paulo Nazareth, ambos marcando novos desdobramentos de trabalhos já presentes no parque. Em 25 de abril entram em cartaz três exposições centrais de Dalton Paula, Lais Myrrha e davi de jesus do nascimento, aprofundando debates sobre identidade, território e natureza. Junho traz o Seminário Internacional Transmutar (6 e 7 de junho), enquanto o ponto alto das comemorações é a grande mostra Inhotim 20 anos, inaugurada em 12 de setembro no Centro de Educação e Cultura Burle Marx, oferecendo um panorama histórico e crítico da instituição. Em 17 de outubro são abertas a requalificada Galeria Cildo Meireles e o aguardado retorno da instalação sonora The Murder of Crows, seguido da festa de aniversário gratuita em 18 de outubro. @inhotim Instituto Tomie Ohtake Coletiva "Um rio não existe sozinho" estreia em junho Divulgação Em ano de aniversário, o Tomie Ohtake, em São Paulo, celebra seus 25 anos com uma programação que articula gerações e linguagens. Março traz um diálogo entre os 50 anos de carreira de Isay Weinfeld e a produção do artista Allan Weber; junho recebe a coletiva Um rio não existe sozinho, apresentada durante a COP 30 em Belém; julho marca a individual da norte-americana Sheila Hicks; e novembro fecha o ano com uma grande exposição em homenagem a Tomie Ohtake. @institutotomieohtake Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!