A Coreia do Norte exigiu neste domingo (11) uma 'explicação' oficial da Coreia do Sul sobre a suposta incursão de um drone em seu território, segundo informou a imprensa estatal norte-coreana. De acordo com Pyongyang, a aeronave não tripulada teria cruzado a fronteira no sábado, partindo da cidade sul-coreana de Ganghwa em direção à localidade norte-coreana de Kaesong. As autoridades do Norte divulgaram imagens do que afirmam ser os destroços do equipamento, alegando que o aparelho foi abatido. Uma semana depois: entenda como os EUA redesenham a Venezuela e ampliam temores regionais Seul rejeitou a acusação. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul declarou que o modelo de drone apresentado por Pyongyang não é utilizado por suas Forças Armadas. Em comunicado divulgado pela agência oficial KCNA, Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, afirmou que o Exército da República da Coreia (RDC, nome oficial da Coreia do Sul) reconheceu que a suposta incursão não teve efeitos práticos nem intenção de provocar ou irritar o Norte. “Mesmo assim, considero necessário apresentar uma explicação detalhada sobre o caso de um drone que cruzou a fronteira com a nossa República”, declarou Kim Yo Jong, segundo a KCNA. Entenda: por que o Irã vive a maior onda de protestos desde 2022? Em resposta, o Exército sul-coreano informou que sua própria investigação concluiu que não operou nem lançou qualquer veículo aéreo não tripulado no horário e na data mencionados pela Coreia do Norte. O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, determinou no sábado a abertura de uma “investigação rápida e rigorosa”, conduzida conjuntamente por autoridades militares e policiais, para esclarecer o episódio.