Tornado em São José de Pinhais (PR) deixa carros destruídos, telhas voando e tetos desabados

O tornado que atingiu neste sábado o município de São José de Pinhais (PR), na região metropolitana da capital Curitiba, deixou um rastro de destruição. Imagens feitas por moradores e pela Defesa Civil do Paraná mostram os estragos causados pelo vendaval. São carros destruídos, telhas voando e tetos desabados. De acordo com a prefeita do município, Nina Singer (PSD), mais de 200 casas foram danificadas pela força do vento. Recompensa de R$ 20 mil, Exército e batalhão ambiental: Buscas por crianças desaparecidas no MA entram no 7º dia Famílias inter-religiosas: As lições de tolerância onde evangélicos e adeptos do candomblé moram juntos O fenômeno atingiu sobretudo o bairro do Guatupê. No local, a força dos ventos derrubaram um muro que caiu sobre um carro estacionado na rua. O veículo ficou coberto de tijolos. Na mesma imagem é possível ver que parte do teto de uma casa desabou. Carro destruído após São José dos Pinhais (PR) ser atingida por um tornado Divulgação/Defesa Civil do Paraná Uma outra fotografia divulgada pela Defesa Civil apresenta um cenário parecido. O carro, no entanto, está parado dentro da garagem da casa, que teve o teto desabado. O tornado retorceu e derrubou as estruturas metálicas da cobertura sobre o veículo. Há ainda registros de residências destelhadas, conforme mostram vídeos feitos no exato momento em que o tornado atinge o bairro Guatupê e compartilhados nas redes sociais. Nas redes sociais, moradores filmaram a formação de uma nuvem no formato de funil, que arrastou galhos e outros objetos, que voaram em movimento circular. Galpão desabou após ser atingido por tornado em São José dos Pinhais (PR) Divulgação/Defesa Civil do Paraná "Já cadastramos mais de 200 residências para o levantamento dos danos e encaminhamento dos atendimentos necessários, além do atendimento aos casos de queda de árvores", afirmou a prefeita por meio de nota publicada nas redes sociais. Initial plugin text Classificação do fenômeno A ocorrência de um tornado foi confirmada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Em nota, o órgão explicou que a classificação da intensidade "depende de visitas técnicas que serão realizadas ao longo do fim de semana" e da "análise de radares meteorológicos e dados coletados pela Defesa Civil". Initial plugin text Na região, também foi registrada uma forte chuva, que deixou casas destelhadas em São José dos Pinhais e derrubou pelo menos 57 árvores em Curitiba, onde os ventos se aproximaram de 70 km/h ao longo do dia, de acordo com informações da Defesa Civil. O estado está sob o alerta laranja para tempestades emitido pelo Instituto Nacional de Tecnologia, que informa sobre a ocorrência de temporais até o fim da manhã deste domingo. Veja as imagens compartilhadas por moradores nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text No ano passado, o estado também foi atingido por três tornados no final do ano, com ventos que chegaram a 330 km/h no município de Rio Bonito do Iguaçu. O fenômeno foi classificado como categoria F3 na escala Fujita — que vai de F0 a F5. A tempestade supercelular atingiu a área urbana por volta das 18h do dia 10 de novembro, provocando destruição em residências, galpões e linhas de transmissão de energia. Galerias Relacionadas À époc, Na sequência, outras duas tempestades severas também geraram tornados. Em Guarapuava, o fenômeno foi classificado como F2, com ventos próximos de 250 km/h, atingindo principalmente o distrito de Entre Rios. Já em Turvo, ao sul da área central do município, o tornado também foi considerado F2, com ventos estimados em 200 km/h. À época, autoridades explicaram que as condições atmosféricas da região na data — marcadas por calor intenso, alta umidade e forte instabilidade — criaram um ambiente favorável à formação de tempestades severas. A intensificação e a mudança na direção dos ventos em diferentes níveis da atmosfera contribuíram para a ocorrência dos tornados. Além desse caso, o órgão também identificou formações em Turvo e Guarapuava, no Centro-Sul do estado. As conclusões foram obtidas a partir da análise de radares, vídeos, sobrevoos e vistorias em solo, e outras possíveis ocorrências seguem em investigação.