No sábado, 10, um homem escalou a fachada da Embaixada do Irã em Londres e retirou a bandeira que simboliza a República Islâmica. Em seu lugar, hasteou a insígnia do regime anterior, a monarquia deposta em 1979 pela revolução que instaurou uma teocracia no país. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o ato. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste “Democracia para o Irã, rei Reza Pahlavi”, gritavam os manifestantes, em referência ao filho do monarca deposto no fim da década de 1970. “Justiça para o Irã.” This is the Iranian hero and master climber who scaled the walls of the Islamic regime’s embassy in London today. He tore down the regime flag and flew Iran’s real flag instead ?☀️ pic.twitter.com/SO4lEL6BKF — Visegrád 24 (@visegrad24) January 10, 2026 Centenas de manifestantes se reuniram em frente à Embaixada. Além da bandeira do regime anterior, exibiam cartazes com a inscrição “Irã Livre”. Segundo a polícia de Londres, não houve nenhum distúrbio grave. Protestos no Irã Desde 28 de dezembro, uma onda de protestos populares se mantém no Irã. As manifestações tiveram início em razão do aumento do custo de vida. Ao menos 51 pessoas morreram; nove delas eram crianças. O regime suspendeu o acesso à internet há mais de 48 horas. Iranianos em frente à embaixada de Londres relataram não conseguir contato com parentes no país de origem há mais tempo. É o caso de Taraneh, produtora de 33 anos que vive em Londres há cinco. “Estou aqui para apoiar os iranianos”, disse em entrevista à AFP. “Meus familiares no Irã protestam há duas semanas. A internet foi cortada. Acho que há três dias ninguém tem qualquer contato.” Ditadura dos aiatolás A deposição da monarquia levou ao poder o aiatolá Ruhollah Khomeini, muçulmano xiita. Ele recebeu o título de líder supremo. A partir de então, o país passou a viver sob uma ditadura de cunho religioso, com todas as regras submetidas ao seu consentimento. Khomeini se manteve no posto até morrer em junho de 1989. Em seu lugar, o aiatolá Ali Khamenei assumiu como líder supremo, cargo que ocupa até hoje. Sob o regime religioso, o Irã passou a ter uma relação hostil com o Ocidente, especialmente com os Estados Unidos e Israel, países sem relações diplomáticas oficiais com os iranianos. Internamente, a população vive sob a rigidez de um conjunto de regras estabelecido segundo a visão do islã de seus líderes. Não há igualdade entre homens e mulheres. Homossexuais são condenados à morte. Cristãos e judeus não têm os mesmos direitos que os muçulmanos — e os ateus podem ser punidos por crime de blasfêmia. Antes do regime dos aiatolás, o Estado era oficialmente laico. O post Homem escala fachada da Embaixada do Irã em Londres e retira bandeira da República Islâmica apareceu primeiro em Revista Oeste .