Europa deve considerar criação de força militar para substituir tropas americanas no continente, defende comissário

Os países da União Europeia devem considerar a criação de uma força militar conjunta para eventualmente substituir as tropas americanas na Europa, afirmou no domingo o Comissário Europeu da Defesa, Andrius Kubilius. O oficial lituano mencionou a criação de uma poderosa "força militar europeia" permanente, com 100 mil soldados, como uma possível opção para melhor proteger o continente. Leia mais: Trump diz ao NYT que seu poder global só é limitado por sua 'própria moralidade' Oreshnik: Starmer, Merz e Macron condenam como 'inaceitável' lançamento de míssil russo de capacidade nuclear A proposta ressurgiu depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou os temores entre os aliados da Otan sobre a confiabilidade de Washington ao insistir na anexação da Groenlândia. As dúvidas sobre o compromisso de Trump com a Europa já levaram os países a redobrarem seus esforços para fortalecer suas forças armadas. A ideia de estabelecer um exército central europeu circula há anos, mas em grande parte não ganhou força. Os Estados Unidos têm instado os países europeus a assumirem cada vez mais a responsabilidade por sua própria segurança e levantaram a possibilidade de transferir tropas da Europa para se concentrarem na China. Kubilius também defendeu a criação de um "Conselho de Segurança Europeu", que incluiria o Reino Unido e seria capaz de tomar decisões sobre sua própria defesa com mais rapidez. "O Conselho de Segurança Europeu poderia ser composto por membros permanentes essenciais, juntamente com vários membros rotativos", observou ele. O Comissário Europeu para a Defesa acrescentou que o principal objetivo de tal órgão deveria ser tentar alterar a dinâmica da guerra na Ucrânia para garantir que Kiev não acabe derrotada.