O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou que o banco central dos Estados Unidos recebeu intimações de um alto júri do Departamento de Justiça ameaçando fazer uma acusação criminal relacionada ao seu depoimento ao Congresso, em junho, sobre as reformas em andamento na sede do Fed. Corrida pelo petróleo: Como Trump quer deter o silencioso avanço chinês na América do Sul Sem restituição: Após quase dois meses da liquidação do Master, 1,6 milhão de investidores não viram a cor do dinheiro Em comunicado divulgado na noite deste domingo, Powell refutou a ideia de que a medida tenha sido motivada por seu depoimento ou pela reforma. —Esses são pretextos — disse Powell. — A ameaça de acusações criminais é consequência de o Federal Reserve definir as taxas de juros com base na nossa melhor avaliação do que atende ao interesse público, em vez de seguir as preferências do presidente. Powell acrescentou: — Trata-se de saber se o Fed poderá continuar a definir os juros com base em evidências e nas condições econômicas ou se, ao contrário, a política monetária será ditada por pressão política ou intimidação. Initial plugin text O dólar enfraqueceu com a notícia, caindo frente a todas as suas principais contrapartes, enquanto o ouro ampliou os ganhos e atingiu um recorde histórico. Os futuros do índice S&P 500 recuaram 0,3%. Medida sem precedentes A medida sem precedentes do governo Trump marca uma escalada na longa disputa do republicano com o presidente do Fed. O presidente dos EUA há muito defende cortes agressivos de juros e também tentou demitir outro diretor do Fed, movimento que atualmente está sendo discutido na Justiça. Powell disse que a possível denúncia “deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo”. Ele afirmou que pretende continuar exercendo seu trabalho “com integridade e compromisso de servir ao povo americano”.