O Globo de Ouro se rendeu ao Brasil mais uma vez. Depois de Fernanda Torres, em 2025, ser reconhecida por sua atuação em "Ainda estou aqui", foi a vez de "O agente secreto" sair vitorioso da categoria de melhor filme de língua não inglesa na premiação realizada em Los Angeles neste domingo. Globo de Ouro 2026: confira a lista completa de vencedores Veja fotos: Equipe de 'O agente secreto' mostra bastidores do Globo de Ouro em clima de festa; veja fotos O filme de Kleber Mendonça Filho, estrelado por Wagner Moura, bateu os concorrentes "Foi apenas um acidente", "A única saída", "Valor sentimental", "A voz de Hind Rajab" e "Sirāt". O diretor recebeu o prêmio dos atores Orlando Bloom e Mini Driver. A atriz anunciou o nome do filme falando: "Parabéns", em português. "Brasil vai celebrar hoje à noite", disse a narração original do Globo de Ouro. Kleber subiu ao palco com a equipe, formada por Wagner Moura, Alice Carvalho, Gabriel Leone e Emilie Lesclaux, produtora do filme e sua esposa. "Quero falar com todo mundo que está assistindo no Brasil", disse Kleber em inglês, depois em português. "Alô, Brasil". Depois de agradecer distribuidores, equipe e elenco (e a música que sinaliza a necessidade de o discurso terminar começar a tocar), o diretor deixou um recado: "Esse é um momento muito importante da História para fazer filmes. Jovens, façam filmes". Outros prêmios do Brasil Tradicionalmente realizado pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, o Globo de Ouro hoje é organizado pela Dick Clark Productions, que comprou os direitos da premiação em 2023. Antes de "O agente secreto", o Brasil já havia ganhado estatuetas nesta categoria, pela primeira vez em 1960, com "Orfeu negro", uma produção com a França dirigida por Marcel Camus — o que fez com que o país europeu ficasse com o prêmio. O primeiro filme oficialmente nacional a sair premiado como melhor prêmio em língua não inglesa, no entanto, foi "Central do Brasil", em 1999, longa de Walter Salles estrelado por Fernanda Montenegro, que também concorreu a melhor atriz de drama naquele ano. O Brasil também foi indicado em outras ocasiões, quando a categoria se chamava filme estrangeiro, sem levar o prêmio: "Dona Flor e seus Dois Maridos", em 1979; "Pixote: A Lei do Mais Fraco", em 1982. A coprodução Brasil-Estados Unidos "O Beijo da Mulher Aranha" foi indicada melhor filme de drama em 1986. Em 2002, Walter Salles voltou às indicações de melhor filme de língua não inglesa com "Abril despedaçado". Em 2003, foi a vez de "Cidade de Deus" e, em 2005, "Diários de motocicleta".