Acre está entre os estados menos impactados pelo reajuste do salário mínimo em 2026, aponta estudo

Acre está entre os estados brasileiros menos afetados financeiramente pelo reajuste do salário mínimo em 2026 Jornal Nacional/ Reprodução Com mais de R$ 9,2 milhões em impacto anual, um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que o Acre está entre os estados brasileiros menos afetados financeiramente pelo reajuste do salário mínimo em 2026. De acordo com o levantamento, apenas 4.573 servidores municipais no estado recebem remuneração de até 1,5 salário mínimo, faixa diretamente atingida pelo aumento do piso nacional, o que representa 0,2% do total de servidores municipais. Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Segundo a CNM, o impacto financeiro anual do reajuste no Acre é estimado em R$ 9.242.099,00. O valor considera não apenas o salário-base, mas também despesas obrigatórias como encargos patronais, pagamento do 13º salário e adicional de férias, com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) . O estudo integra um levantamento nacional que estima que o reajuste do salário mínimo deve gerar um custo total de R$ 4,28 bilhões aos cofres municipais em todo o país em 2026. Salário mínimo passa a ser de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026 O salário mínimo passou de R$ 1.518 para R$ 1.621 em 2026, um reajuste de R$ 103, equivalente a 6,79%. Embora o novo valor esteja em vigor desde janeiro, o impacto efetivo nas contas das prefeituras ocorre a partir do pagamento da folha salarial de fevereiro, quando entram em vigor os novos vencimentos. LEIA TAMBÉM: Acre pagou mais de R$ 6,4 bilhões em impostos em 2025 Quase metade dos professores do AC devem ficar isentos do imposto de renda após reforma, aponta Ipea Sem unanimidade, LOA 2026 é aprovada com R$ 60 milhões a menos que 2025 para Rio Branco Recurso de mais de R$ 13 bilhões para 2026 é aprovado no Acre Programa para mulheres vai receber apenas R$ 3 de orçamento para 2026 em Rio Branco No Acre, a baixa proporção de servidores nessa faixa salarial ajuda a explicar o impacto mais reduzido. Estados como Acre, Amapá e Roraima, juntos, concentram apenas cerca de 1% do total nacional de servidores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo, segundo a CNM. Em contrapartida, unidades da federação como Minas Gerais, Bahia e Ceará concentram a maior parte dos servidores municipais com salários próximos ao piso e, por isso, enfrentam pressão fiscal significativamente maior. Prefeitura de Rio Branco Divulgação/Prefeitura Cautela Apesar do cenário menos oneroso, a confederação alerta que o reajuste exige atenção dos gestores municipais, já que o aumento precisa ser incorporado ao planejamento orçamentário e respeitar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O descumprimento desses limites pode resultar em restrições como a proibição de reajustes salariais, criação de cargos e novas contratações. "É crucial que a administração municipal incorpore o novo patamar do salário mínimo nos cálculos das despesas de pessoal e promova a revisão das projeções orçamentárias estabelecidas na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] e na LOA [Lei Orçamentária Anual]", complementou o estudo. VÍDEOS: g1