Ao longo de dez anos, muita coisa pode acontecer no carnaval. Seja na pista dos desfiles ou na preparação do espetáculo, incluindo as narrativas escolhidas pelas escolas, o dinamismo da festa é inegável. Prova disso é a notícia do lançamento de uma nova edição do livro "Pra tudo começar na quinta-feira", de Luiz Antonio Simas e Fábio Fabato, clássico literário instantâneo sobre os enredos das agremiações cariocas. Tributos: carnaval terá 16 homenagens a personalidades em 2026; saiba quais Carnaval Fan Fest: saiba como retirar ingressos gratuitos para evento em Copacabana – Originalmente lançada em 2015, a primeira versão não trouxe a autêntica revolução sentida pelo quesito a partir de 2016, com a chegada de artistas como Leandro Vieira, Leonardo Bora, Gabriel Haddad e Tarcisio Zanon. O imperativo acréscimo joga luz no atual momento – pontua Simas. Com pesquisa profunda e linguagem coloquial, o livro investiga a relação das temáticas foliãs com os diferentes contextos de época, já que processam diretamente os acontecimentos de entorno ao longo das décadas. Além disso, analisa a atuação dos principais carnavalescos, decifrando seus métodos de concepção, propostas narrativas, conceitos gerais, além das principais criações levadas à Avenida. Capa da edição revisitada do livro 'Pra tudo começar na quinta-feira' Divulgação – Houve sacrifício das temáticas no começo do século, mas, nos últimos dez anos – até em razão dos ataques que as escolas sofreram, inclusive de setores do poder público – os enredos e os debates que propõem reassumiram o protagonismo na engrenagem momesca. A obra é um tratado sobre o presente – completa Fabato. As ilustrações de capa e de miolo são do carnavalesco Fernando Pamplona – considerado o pai de todos os carnavalescos – falecido em 2013. Pamplona, aliás, faria 100 anos em 2026 e permeia todos os caminhos do livro. Já o prefácio da nova edição é assinado pelo comentarista Milton Cunha, com orelha do enredista João Gustavo Melo. A obra traz ainda o prefácio e a orelha da primeira edição, escritos respectivamente por Rosa Magalhães e Rachel Valença. – No final, obviamente, não poderíamos deixar de homenagear três grandes narradoras que nos deixaram recentemente: Rosa Magalhães, Maria Augusta Rodrigues e Márcia Lage. Cuidar do futuro é celebrar quem ajudou a pavimentar os caminhos de uma festa tão diversa – finaliza Fabato.