A morte de Titina Medeiros, aos 49 anos, em decorrência de um câncer de pâncreas, trouxe à tona a gravidade de uma das doenças mais silenciosas e letais da atualidade. Reconhecida por sua trajetória no teatro, na televisão e no cinema, a atriz deixa não apenas um legado artístico, mas também um alerta sobre a importância de atenção aos sinais do corpo e do cuidado preventivo com a saúde. Confira: Após morte de Isabel Veloso, especialista explica como o pai pode garantir segurança emocional ao filho Veja: Mattel lança Barbie que representa o espectro autista e amplia linha de diversidade O câncer de pâncreas é considerado um dos tumores mais agressivos justamente por apresentar sintomas pouco específicos em suas fases iniciais. Segundo dados médicos, grande parte dos diagnósticos ocorre em estágios avançados, reduzindo significativamente as chances de cura. Entre os sinais mais comuns estão dor abdominal persistente, perda de peso inexplicável, fadiga intensa, icterícia (pele e olhos amarelados), alterações no apetite e no funcionamento intestinal. No entanto, esses sintomas muitas vezes são confundidos com problemas gastrointestinais comuns, o que contribui para o atraso no diagnóstico. A cardiologista metabólica Priscila Sobral ressalta que a atenção ao metabolismo e aos fatores de risco é essencial na prevenção e no rastreio da doença. "O câncer de pâncreas está fortemente associado a alterações metabólicas, como obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e inflamação crônica. Muitas vezes, o corpo dá sinais sutis de que algo não vai bem, mas eles são ignorados. Por isso, o acompanhamento médico regular e a investigação de mudanças metabólicas são essenciais, especialmente após os 40 anos", explica a especialista. Ela também destaca que hábitos de vida influenciam diretamente a saúde do pâncreas. "Alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool aumentam o risco", reforça. Apesar dos avanços da medicina, ainda não existe um exame de rastreamento populacional específico para o câncer de pâncreas, o que torna o diagnóstico precoce um grande desafio. Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada a histórico familiar, surgimento repentino de diabetes em adultos e sintomas persistentes sem causa aparente. Atenção aos sinais: câncer de pâncreas que matou Titina Medeiros exige diagnóstico precoce Divulgação TV Globo A partida de Titina comove o público e a classe artística, mas também deixa uma mensagem urgente: ouvir o corpo, valorizar exames de rotina e cuidar da saúde metabólica pode fazer toda a diferença na detecção precoce dessa doença silenciosa.