VÍDEO: cachorro é arrastado pela força do vento durante tornado em São José dos Pinhais

Cachorro é arrastado pela força do vento durante tornado em São José dos Pinhais Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que um cachorro é arrastado pela força do vento durante o tornado que atingiu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no sábado (10). Assista acima. No vídeo, divulgado pela família, o animal aparece saindo pela porta da casa e sendo levado junto com outros objetos que estavam na rua, como uma lixeira e uma cadeira de plástico. Com a intensidade do vento, o cachorro acaba parando embaixo de um ônibus estacionado. ✅ Clique aqui e siga o g1 PR no WhatsApp Em seguida, os tutores correm para resgatá-lo, enquanto galhos de árvores começam a cair no quintal. Apesar do susto, nem o cachorro nem os tutores ficaram feridos. Cachorro é arrastado pela força do vento durante tornado em São José dos Pinhais Reprodução Escala F2 A intensidade do tornado foi classificada como F2 na Escala Fujita — que vai até o nível 5 —, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). De acordo com o órgão, os ventos chegaram a 180 km/h e o fenômeno percorreu cerca de 1 quilômetro, sem tocar o solo de forma contínua. "Essa escala [F2] vai de 180 km/h até 220 km/h. Então, a gente classifica o tornado como F2 na escala mais baixa, de aproximadamente 180 km/h", disse o meteorologista Leonardo Furlan. A classificação feita pela Escala Fujita é usada no Brasil para medir a gravidade dos tornados com base nos danos provocados. Quanto maior for a destruição, maior é a categoria atribuída ao fenômeno. A escala vai de F0 a F5. Nuvem funil X tornado: Entenda diferenças entre os dois fenômenos registrados no Paraná Estragos Destelhamentos, queda de árvores e muros: tornado em São José dos Pinhais causa estragos O tornado provocou diversos estragos no município, principalmente no bairro Guatupê. De acordo com a Defesa Civil Estadual, o tornado de sábado atingiu 350 residências e impactou 1,2 mil pessoas. Duas pessoas ficaram levemente feridas. Na região e em outros bairros próximos, as equipes registraram quedas de árvores, danos à rede elétrica, desabamento de muros e a queda de telhado e pilares de uma empresa. Ao todo, duas famílias ficaram desalojadas. Para atender os moradores atingidos, os bombeiros e a Defesa Civil entregaram 92 lonas para famílias da região. “Foi um tornado relativamente estreito, pequeno em extensão horizontal, mas que provocou danos significativos aqui na região. Em alguns momentos a nuvem funil tocava o solo, sua circulação interagia com o solo configurando o tornado, e em outros momentos ela subia e o dano não era identificado. Ou seja, os danos foram pontuais”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar. Trajetória do tornado Reprodução/Simepar Segundo ele, a célula de tempestade mais severa se desenvolveu no fim da tarde sobre Almirante Tamandaré e Colombo, se deslocou sobre Curitiba provocando ventos intensos e precipitação de granizo, e foi até São José dos Pinhais. Depois, a mesma célula de tempestade ainda seguiu o trajeto até o Litoral paranaense, ocasionando forte tempestade na região de Guaratuba e Matinhos. "No sábado (10) o tempo estava bastante instável no Paraná, com muita oferta de calor e umidade, e impactado por um sistema de baixa pressão que se formou entre o Uruguai e Rio Grande do Sul, mas que se deslocou para o oceano. A mudança dos ventos em altitude também favoreceu a ocorrência de pancadas de chuva e tempestades em toda a faixa Leste do Paraná", explica o Simepar. Em nota, a Prefeitura de São José dos Pinhais informou que atua no atendimento às ocorrências registradas e realizam vistorias técnicas, com o objetivo de avaliar riscos estruturais e definir as medidas necessárias para assegurar a segurança dos moradores. "A Prefeitura de São José dos Pinhais permanece com monitoramento contínuo e equipes de prontidão, e seguirá acompanhando a situação, adotando todas as medidas necessárias para minimizar os impactos e prestar o suporte adequado à população", diz a nota. Tornado São Jose dos Pinhais Reprodução Leia também: Prudentópolis: Fazendeiro é multado em R$ 112 mil por destruir florestas nativas Por que seguir rio, quando se perder, não é opção mais segura? Especialista explica que ficar parado é melhor estratégia Luta contra o câncer: Quem era a influenciadora Isabel Veloso, que morreu aos 19 anos Como funciona a classificação da Escala Fujita Existem duas formas principais de classificar tornados, a Escala Fujita (F) e a Escala Fujita Aprimorada (EF). No Brasil, a versão aprimorada não é adotada oficialmente. O Simepar utiliza a Escala Fujita tradicional. De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos (NWS), a análise é feita a partir dos estragos deixados pelo tornado. Especialistas avaliam estruturas atingidas, como casas, galpões, árvores e postes, para estimar a velocidade do vento que atuou no local por, pelo menos, três segundos. A partir dessa estimativa, o tornado recebe uma classificação. Escala Fujita (F) F0: ventos entre 65 km/h e 116 km/h — danos leves F1: ventos entre 116 km/h e 180 km/h — danos moderados F2: ventos entre 180 km/h e 253 km/h — danos consideráveis F3: ventos entre 253 km/h e 332 km/h — danos severos F4: ventos entre 332 km/h e 418 km/h — danos devastadores F5: ventos entre 418 km/h e 511 km/h — destruição extrema Escala Fujita Aprimorada A Escala Fujita Aprimorada (EF) é usada oficialmente em países como os Estados Unidos desde 2007. Ela também vai de EF0 a EF5 e segue o mesmo princípio de estimar a força do tornado a partir dos danos observados, não de medições diretas do vento. Segundo o NWS, essa escala utiliza uma lista de 28 indicadores de danos, que incluem diferentes tipos de construções e estruturas. Cada indicador recebe uma pontuação, e o conjunto dessas informações define a categoria final do tornado. Além disso, por ter sido desenvolvido nos EUA, a escala leva em conta as práticas construtivas americanas, que não refletem necessariamente as utilizadas no Brasil. Ao contrário daqui, as casas nos EUA não costumam ser feitas em alvenaria, por exemplo. Por esse motivo, os profissionais que fazem as medições em outros países precisam adaptar os parâmetros para estimar a velocidade dos ventos. Nuvem em formato de funil assusta moradores na Grande Curitiba Reprodução Telefones para emergências Em caso de emergências, informações devem ser consultadas junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Problemas relacionados a cortes no fornecimento de energia e quedas de postes devem ser relatados à Copel pelo telefone 0800 51 00 116. Os paranaenses também podem receber no próprio celular alertas e informações da Defesa Civil do Paraná sobre risco de mau tempo na própria região: basta enviar um SMS com o CEP da região para o número 40199. A Defesa Civil responde com mensagem de confirmação do cadastro e a partir deste momento a pessoa passa a receber alertas periódicos sobre as situações de maior gravidade no local indicado. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Paraná