Os Ministérios das Comunicações e da Saúde pretendem concluir, neste ano, a conexão à internet de todas as 1.191 unidades básicas de saúde (UBS) previstas em um plano federal firmado em novembro de 2024. Com a conclusão das instalações, o país estará perto de universalizar a conectividade em todas as unidades de atenção primária. Segundo dados do Censo Nacional de Unidades Básicas de Saúde, 94,6% das UBS já estavam conectadas em 2024. Até agora, 859 postos já foram conectados como parte do plano, e 332 localizados majoritariamente em regiões de difícil acesso receberão o acesso nos próximos meses. As unidades serão indicadas pela pasta da Saúde. A iniciativa permitirá informatizar prontuários, ampliar a capacidade de teleatendimento e melhorar o fluxo de informações clínicas em áreas remotas do país. — Uma UBS com internet é a certeza de um trabalho mais qualificado dos profissionais de saúde e a garantia de que pacientes nos pontos mais distantes do país consigam ser atendidos, diagnosticados e medicados. O acordo firmado entre os ministérios integra um projeto maior do Governo do Brasil para democratizar a saúde pública em todas as regiões do país — afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. Segundo a pasta, a estratégia reforça uma política de digitalização do Sistema Único de Saúde (SUS) que busca melhorar a qualidade do atendimento e reduzir desigualdades regionais. Comunidades rurais, indígenas, ribeirinhas e periferias urbanas estão entre as mais beneficiadas com a expansão da conectividade. Além disso, o acesso à internet permitirá que esses postos de saúde utilizem o prontuário eletrônico, já adotado em 87% das unidades do país, segundo o Censo, o que “acelera a tomada de decisão clínica e melhora o acompanhamento de pacientes”, afirmam os ministérios em nota. Entre as unidades que receberam conexão à internet ao longo do ano passado, as regiões Norte e Nordeste concentraram mais da metade. “Teleconsultas e telediagnósticos, antes restritos a centros urbanos, chegam agora a municípios com baixa infraestrutura digital”, continuam.