O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue em dúvida sobre a criação agora do Ministério da Segurança Pública, aproveitando a saída do ministro Ricardo Lewandowski da pasta da Justiça. Ele estaria mais inclinado a aguardar a aprovação da PEC da Segurança Pública e garantia de mais recursos para o futuro ministério. Em conversas neste fim de semana com interlocutores, Lula voltou a dizer que prefere criar o Ministério da Segurança Pública apenas depois da aprovação da PEC da Segurança, que daria à futura pasta as ferramentas e condições de financiamento para que realmente fazer a diferença no enfrentamento das organizações criminosas. A criação do Ministério da Segurança Pública neste momento poderia criar uma expectativa que não seria correspondida imediatamente, gerando ainda mais críticas ao governo Lula numa área que é considerada um dos pontos fracos da administração do petista. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mesmo assim, uma ala do governo segue defendendo a criação agora o novo ministério. Secretários estaduais de Segurança também estão nesta operação, sob o argumento de que é preciso começar a estruturá-lo desde já. Nomes cotados para assumir Se Lula decidir manter realmente o ministério da forma como está, dois nomes são citados como fortes para assumir o lugar de Lewandowski: o do ministro da Educação, Camilo Santana, e de Wellington Cesar Lima e Silva, que já foi ministro da Justiça e hoje está na Petrobras, depois de passar pela Secretaria de Assuntos Jurídicos do governo atual de Lula. O advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo de advogados Prerrogativas, apoiadores de Lula, tem o apoio de boa parte do PT. Mas, por enquanto, ele estaria fora da disputa por decisão pessoal, mas seu nome segue sendo apoiado por interlocutores do presidente da República. Lula e Lewandowski Adriano Machado