Heineken anuncia saída do CEO Dolf van den Brink em meio a queda nas vendas

Em meio a um cenário de incertezas e retração nas vendas globais, a Heineken anunciou nesta segunda-feira, 12, a saída de Dolf van den Brink do comando da companhia. O executivo deixa o cargo de CEO depois de seis anos, período marcado por desafios como a alta dos custos e a queda do consumo de cerveja em mercados estratégicos. Van den Brink estava à frente da Heineken desde junho de 2020, quando assumiu o posto durante o início da pandemia de covid-19. + Leia mais notícias de Economia em Oeste Sua gestão foi impactada por pressões econômicas, que resultaram em redução nas vendas e desempenho negativo das ações da empresa nos últimos trimestres. O Conselho de Administração da Heineken informou que dará início ao processo de seleção para um novo CEO, tendo cerca de quatro meses para concluir a escolha, já que a saída formal de Van den Brink está prevista para 31 de maio. Processo de transição e busca por novo CEO O executivo permanecerá como consultor por mais oito meses a partir de junho, auxiliando na transição. Os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025 evidenciaram a crise: a empresa registrou queda global de 4,3% nas vendas entre julho e setembro, influenciada por um ambiente macroeconômico volátil, sobretudo nas Américas. Leia também: "Inspeção Master" , artigo de Eugenio Goussinsky publicado na Edição 304 da Revista Oeste No Brasil, a retração ultrapassou os dois dígitos, segundo dados divulgados pela própria companhia. Van den Brink destacou, na ocasião, que “a volatilidade macroeconômica persistiu como previsto e aumentou no terceiro trimestre, criando um ambiente desafiador, resultando em um desempenho misto". "Particularmente nas Américas, o mercado de cerveja está realmente enfraquecendo”, afirmou. Resultados financeiros e reação do mercado No mesmo trimestre, a receita total da Heineken caiu 1,4%, atingindo 8,7 bilhões de euros (R$ 54,3 bilhões), enquanto a receita líquida teve redução de 0,3%, somando 7,3 bilhões de euros (R$ 45,6 bilhões). O volume de vendas de cerveja nas Américas registrou queda de 7,4%, resultado atribuído ao menor otimismo do consumidor e à instabilidade comercial na região. Apesar da retração nas Américas, a companhia, que detém marcas como Amstel, Birra Moretti e Cruzcampo, conseguiu compensar parcialmente as perdas com crescimento em mercados da África, Oriente Médio e Ásia. No entanto, a reação dos investidores foi negativa: as ações da Heineken recuaram 4,54% ao meio-dia de hoje, cotadas a 66,90 euros na Bolsa de Amsterdã. https://www.youtube.com/watch?v=CigQDrZqYyc O post Heineken anuncia saída do CEO Dolf van den Brink em meio a queda nas vendas apareceu primeiro em Revista Oeste .