Movimentações partidárias entre ministros do governo Lula ganham destaque neste início de ano eleitoral. Com a aproximação das eleições de outubro, a indefinição sobre a permanência ou troca de legenda por parte dos titulares das pastas permanece, enquanto ao menos 20 ministros são esperados para deixar seus cargos até abril, de olho em novas candidaturas. Marina Silva (Rede-SP), ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, surge como possível candidata ao Senado por outro partido. A saída da Rede, sigla que fundou em 2013, estaria relacionada a discordâncias internas, especialmente com o grupo liderado por Heloísa Helena (Rede-RJ). + Leia mais notícias de Política em Oeste Em dezembro, aliados de Marina apontaram mudanças no estatuto da Rede como motivo de insatisfação. “Trata-se da consolidação de um projeto de captura institucional, que verticaliza o partido, concentra poder na Executiva Nacional, enfraquece a autonomia de Estados e municípios, reduz direitos dos filiados, discrimina mandatos e fragiliza a democracia interna”, afirmou Marina Silva em manifesto assinado por ela e outros membros da legenda. https://www.youtube.com/watch?v=-M1OZiHNxeY Críticas internas e articulações de Marina Silva Enquanto negocia com Psol, PSB e PT, Marina avalia qual partido oferecerá melhores condições para disputar o Senado. Até agora, apenas o Psol formalizou convite para a candidatura. Interlocutores da ministra revelam que a estratégia busca tanto fortalecer a pauta ambiental quanto ampliar a base de apoio do presidente Lula no Senado. Leia também: "O homem que sempre dobra a aposta" , artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 304 da Revista Oeste No Psol, a chegada de Marina Silva compensaria a saída de Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, que desistiu de concorrer neste ano a pedido de Lula. Juliano Medeiros, ex-presidente do Psol, também participa das conversas com Marina. Uma eventual candidatura de Fernando Haddad ao Senado poderia alterar os planos da ministra, mas o futuro do titular da Fazenda ainda é incerto. Ministros desobedeceram partidos e optaram por Lula No campo do Turismo, Celso Sabino, ex-ministro da pasta, também busca novo partido para tentar uma vaga no Senado. Ele foi expulso do União Brasil em dezembro, depois de não cumprir a decisão da sigla de abandonar o governo Lula. Sabino justificou sua permanência como gesto de apoio à governabilidade e parte de seu projeto de candidatura. Entre as legendas cotadas para seu ingresso estão PSB, Republicanos e MDB. Enquanto isso, o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), enfrentou consequências menores por apoiar Lula: perdeu postos de comando no partido, mas manteve a filiação ao PP. Fufuca mira uma vaga ao Senado e pode considerar alternativas como PSD ou MDB, caso enfrente obstáculos internos ao seu projeto eleitoral. Em Minas Gerais, o PSD, presidido por Gilberto Kassab, pode dificultar os planos do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O partido lançará Matheus Simões, vice-governador, ao governo estadual, enquanto Silveira avalia disputar uma vaga na Câmara ou o governo mineiro. Se deixar o PSD, as opções mais prováveis para Silveira são PSB e MDB. O post Ministros de Lula avaliam candidaturas em meio a disputas internas apareceu primeiro em Revista Oeste .