Decisão sobre tabelar preços nas praias cariocas pode sair essa semana

Técnicos da Secretaria de Ordem Pública (Seop) e do Procon Carioca passaram o dia desta segunda-feira avaliado a base jurídica entre outras medidas que poderiam ser adotadsa para tabelar os preços praticados pelos barraqueiros da orla marítima ainda este Verão. A decisão de tentar padronizar valores foi tomada pelo prefeito Eduardo Paes após reportagem do GLOBO publicada no último sábado mostrar que os vendedores chegavam a cobrar R$ 850 no aluguel de um sofá na areia, na praia do Recreio dos Bandeirantes. As primeiras conclusões do estudo devem ser apresentadas ao prefeito Eduardo Paes até a quarta-feira, que pode anunciar alguma medida já para os próximos dias. O vereador Flávio Valle (PSD) que sugeriu fixar os preços na orla com base em uma prática que observou em Telaviv (Israel) avalia que em um primeiro momento já seja possivel tabelar preços de cadeiras e barracas. Como O GLOBO mostrou, em condições normais, o preço médio do aluguel de uma cadeira nas zonas Sul e Sudoeste varia entre R$ 15 e R$ 20. Alguns barraqueiros fazem promoção: “R$ 10 para você”. Mas se “você”, no caso, insistir no não — essa é a lógica da pechincha no Rio —, o serviço pode chegar a R$ 7, ou virar um pacote mais barato com guarda-sol. Mas essa nem sempre é a regra. A concorrência é grande. Ao longo da orla, vários vendedores disputam a atenção dos frequentadores. Por R$ 100, o banhista pode deitar o dia todo numa espreguiçadeira na Barraca da Baiana, entre os postos 8 e 9, em Ipanema, com direito a sombreiro de rosto acoplado na estrutura. Com desconto, o mimo sai a R$ 70. Guarda-sol comum por lá custa R$ 25 ou R$ 50, o maior. São valores para o uso das peças: não são convertidos em consumação, como acontece em outros pon