Lívia Andrade revelou que não frequenta academia há mais de dez anos e nunca sentiu prazer em treinar, mas mantém cuidados estéticos. Musa do Acadêmicos do Salgueiro, no Rio de Janeiro, a apresentadora destacou o uso de bioestimuladores de colágeno no bumbum, um procedimento que levanta dúvidas sobre se pode substituir os efeitos do exercício físico. Bioestimuladores de colágeno: como funciona o procedimento em alta entre famosas na preparação para o carnaval 2026 Entenda: Por que os bioestimuladores de colágeno viraram tendência entre celebridades e influenciam rotinas de beleza "A única coisa que eu faço no bumbum é bioestimulador de colágeno. Maravilhoso, tá?!? Custa caro, mas é o que dá sustentação para gente. Durante um ano, você tem que fazer algumas sessões para manter, mas eu gosto da forma do meu corpo do jeito que ele é", disse a artista em entrevista recente. Lívia Andrade Reprodução Instagram O relato coincide com a crescente popularidade desses tratamentos entre celebridades, especialmente no período que antecede o carnaval. A visibilidade do uso do bioestimulador reforçou a ideia de que o procedimento poderia ajudar a manter o contorno corporal mesmo sem exercícios regulares, levantando dúvidas sobre seus limites reais. Para o médico Roberto Chacur, referência em tratamentos corporais e speaker da Harmonize Gold, é importante compreender como o colágeno atua no organismo. Segundo ele, os bioestimuladores injetáveis estimulam a produção de colágeno tipo I e III, essenciais para firmeza, densidade e sustentação da pele, com efeitos que podem durar mais de um ano. "Produtos à base de hidroxiapatita de cálcio estimulam a produção dos colágenos tipo I e III, que são fundamentais para firmeza, densidade e sustentação da pele. Esse estímulo pode durar mais de um ano, melhorando a saúde do tecido", explica. Ele acrescenta que essa resposta biológica é responsável pelo efeito visual de pele mais firme e contorno mais definido, especialmente em glúteos e coxas. Chacur ressalta, porém, que o procedimento não substitui exercícios físicos. "O bioestimulador melhora a pele. Ele não cria músculo, não aumenta força, não melhora condicionamento físico e não substitui o estímulo mecânico que o exercício promove", afirma. De acordo com o especialista, a confusão acontece porque a firmeza da pele pode dar a sensação de mudança corporal global, quando, na prática, trata-se de uma melhora estética localizada. Lívia Andrade Reprodução Instagram O médico também diferencia os bioestimuladores de outras abordagens. "Suplementos de colágeno ingeridos agem de forma sistêmica e mais discreta. Já os bioestimuladores injetáveis atuam localmente, recrutando células da própria pele para produzir colágeno novo. São estratégias diferentes, com objetivos distintos", detalha. Para Chacur, o crescimento desses procedimentos reflete um comportamento cada vez mais comum entre quem não se identifica com a academia, mas busca alternativas estéticas. "Buscar melhora da pele é legítimo. O ponto é entender que colágeno e exercício físico não concorrem entre si. Um melhora a qualidade do tecido cutâneo; o outro atua sobre músculo, metabolismo e saúde geral", conclui. Lívia Andrade Reprodução Instagram