Rio Acre marcou 13,27 metros na manhã desta terça-feira (13) Aline Pontes/Rede Amazônica Pela segunda vez em menos de um mês, o nível do Rio Acre deixa a população e órgãos em alerta em Rio Branco. Com medição de 13,27 metros, segundo a Defesa Civil municipal, o manancial está a 23 centímetros da cota de alerta, fixada em 13,50 metros. A elevação ocorre após cerca de nove horas de chuvas intensas registradas entre a madrugada de domingo (11) e a tarde de segunda-feira (12). Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O rio ultrapassou a cota de alerta pela primeira vez no dia 27 de dezembro do ano passado, quando o manancial marcou 13,73 metros. Horas depois, a cota de transbordamento de 14 metros foi atingida. Após permanecer cinco dias acima da cota de transbordo, o nível começou a recuar e saiu da cota de alerta no dia 2 de janeiro, quando marcou 12,91 metros, permitindo assim o início da limpeza em bairros que foram atingidos pela cheia. LEIA MAIS: Chuvas intensas transbordam igarapé e 17 bairros são afetados por enxurrada em Rio Branco Rio Acre ultrapassa cota de atenção pela 4ª vez em 1 mês após chuvas intensas em Rio Branco Em meio à cheia atípica, Rio Branco teve dezembro mais chuvoso da história Enxurrada atingiu 800 edificações entre residências e estabelecimentos na capital Além disso, na última segunda-feira (12) foi a quarta vez, desde o dia 9 de dezembro, que o manancial também ultrapassou a cota de atenção de 10 metros, após ficar 13 dias acima desta marca e recuar. É a partir dos 10 metros que os órgãos municipais e estaduais se mobilizam para colocar em prática o plano de contingência, uma vez que há o risco iminente de transbordo. As cotas estabelecidas são: ⚠️ Atenção: 10 metros Alerta: 13,50 metros ❗ Transbordamento: 14 metros O volume de chuva registrado também provocou transtornos em áreas urbanas da capital. Somente na segunda (12), a capital acumulou 92,2 milímetros de chuva, o que resultou no transbordamento do Igarapé Batista, no Bairro da Paz, e em enxurradas que atingiram pelo menos 17 bairros. De acordo com a Defesa Civil, cerca de 800 edificações, entre residências e estabelecimentos comerciais, foram afetadas por alagamentos. Apesar dos danos, nenhuma família precisou ser retirada de casa até a manhã desta terça (13), após avaliação técnica das equipes do órgão. Outros pontos da cidade seguem sendo monitorados, com ações preventivas e vistorias em bairros considerados mais vulneráveis. Entre às 5h e 14h da segunda (12), segundo a Defesa Civil de Rio Branco, choveu quase 92,2 milímetros Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre Chuvas e casas atingidas Com previsão de 287,5 milímetros para janeiro, apenas nos primeiros 12 dias já choveu 220 mm, o que representa, aproximadamente, 76,6%. Caso haja algum problema, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) orienta que as pessoas entrem em contato com a Defesa Civil, por meio do número 199, e com o Corpo de Bombeiros, por meio do número 193. Apesar dos transtornos, nenhuma família chegou a ser retirada de casa segundo a Defesa Civil municipal, Defesa Civil No bairro Plácido de Castro, moradores relataram que os transtornos são frequentes sempre que chove com mais intensidade. O eletricista e presidente do bairro, Cleiton Nogueira, afirmou que a população já espera os alagamentos quando a chuva começa durante a noite. “Quando começa a chover à noite, a gente já sabe que pela manhã vai estar ilhado, sem poder sair de casa. Isso não é só por causa da chuva. Tem problema no igarapé Sobral, tem a ETA que despeja muita água. O poder público tem responsabilidade, mas infelizmente não tem feito”, disse. A moradora Maria Pereira da Silva também relatou que os alagamentos atingem casas, igrejas e até pequenos comércios do bairro. "É muito ruim passar por isso. A gente perde móveis e perde muita coisa. Tem gente que tira o sustento de comércio e vê tudo indo embora. É muita preocupação", lamentou. VÍDEOS: g1