A edição desta semana do programa “De Repente 30+”, comandado por Marcela Monteiro, trouxe uma abordagem profundamente íntima sobre o bem-estar psicológico. A atriz Roberta Rodrigues entregou um depoimento forte e inédito, revelando um colapso emocional que a fez colocar em xeque uma carreira de quase trinta anos. Ao detalhar o desgaste causado por instabilidade financeira, perda de contratos e dilemas familiares, Roberta expôs como o esgotamento transcendeu a mente e atingiu o corpo. “Eu nunca pensei em chegar ao ponto de falar que eu não queria mais fazer o que mais amo. É o que eu faço há 28 anos”, desabafou. A artista explicou que o caos interno não surgiu de repente, mas foi fruto de uma exaustão acumulada. Ela descreveu a batalha psicológica para não se deixar abater por pensamentos intrusivos. “Eu ficava conversando com essa voz e aí eu falei: não, não adianta ficar falando que eu não vou entrar nessa vibe”, relatou sobre o policiamento mental constante necessário para romper o ciclo negativo. A conversa atingiu seu ápice emocional quando Roberta quebrou o silêncio sobre uma tragédia familiar: o suicídio de seu primo há três anos. “Meu primo, de 36 anos, se suicidou por causa disso. Ele chegou no limite e, infelizmente, tirou a vida, e eu fui a pessoa que cheguei lá”, contou, visivelmente emocionada. A revelação destacou não apenas o luto, mas a complexidade da culpa que recai sobre os sobreviventes, reforçando que o cuidado com a mente é uma questão de sobrevivência. A atriz ressaltou que a confiança na apresentadora foi o que permitiu tamanha abertura. “É a primeira vez que eu falo disso assim”, confessou, celebrando o ambiente acolhedor do programa. O episódio também recebeu Helga Nemeczyk, que compartilhou sua experiência com transtornos de pânico e ansiedade. Helga detalhou as manifestações físicas da crise, que frequentemente simulam um colapso cardiovascular. “Minha crise é assim: acelerar o coração, sentir dormência… e pronto, vou infartar”, explicou. Para ela, o autoconhecimento e o suporte profissional foram os divisores de águas em sua recuperação: “Quando a gente se vê desesperado, numa crise de ansiedade ou pânico, a terapia é o principal instrumento para conseguir sair desse lugar”.