O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) afirmou ter recebido “com surpresa” a nova ação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta terça-feira, 13, no âmbito da 9ª fase da operação Overclean, que investiga supostas irregularidades envolvendo emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. A diligência foi autorizada pelo ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão e o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. O deputado da base governista foi um dos alvos da operação. Leia também: "Requinte de crueldade à brasileira" , reportagem de Sarah Peres e Eliziário Goulart Rocha disponível na Edição 304 da Revista Oeste Em nota, o parlamentar declarou que a operação teve como objetivo “novamente verificar a existência de supostas irregularidades relacionadas à destinação de emendas parlamentares” e argumentou que a medida se repete sem justificativa concreta. “Cabe lembrar que em junho de 2025 houve operação com essa mesma finalidade”, disse. “Passados mais de seis meses, sem que tenha sido encontrado qualquer elemento contra o deputado, a nova diligência causa estranhamento, especialmente diante da inexistência de fatos novos que justifiquem a medida.” O deputado Félix Mendonça Jr. é suspeito de irregularidades no uso de emendas parlamentares | Foto: Divulgação/Câmara “O deputado reitera que jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas. O papel do parlamentar sempre se limitou à apresentação de emendas, com o objetivo de assegurar recursos federais aos municípios que representa na Bahia.” Leia também: "Os escudeiros do consórcio Lula-STF" , reportagem de Sarah Peres disponível na Edição 302 da Revista Oeste A PF afirmou que o deputado teria participado do esquema investigado e aponta o então secretário parlamentar Marcelo Chaves como intermediário nas tratativas. Chaves seria responsável por negociar a destinação de emendas a municípios baianos, cobrava pagamentos ilegais de prefeitos beneficiados e atuava na operacionalização do repasse de propinas. A PF afirma ainda que o parlamentar teria recebido vantagens indevidas, direta ou indiretamente, em troca do direcionamento de emendas. https://www.youtube.com/watch?v=sz09jqhnh-Q Deputado afirma colaborar com operações Félix Mendonça Jr., por sua vez, afirmou que tem colaborado com as apurações desde o início, “inclusive por meio dos seus advogados, José Eduardo Rangel de Alckmin e Sebastian Borges de Albuquerque Mello, reafirmando sua confiança na Justiça”. Em nota, ele criticou os impactos políticos de investigações prolongadas. “O parlamentar lamenta, entretanto, a morosidade de investigações dessa natureza, que comprometem reputações e causam prejuízos políticos, especialmente em ano eleitoral”, informou, defendendo que a apuração ocorra “de forma célere e responsável”. “Em seu quarto mandato, Félix Mendonça Júnior sempre pautou sua atuação pela legalidade, transparência e respeito absoluto às instituições”, afirmou, acrescentando que segue “à inteira disposição da Justiça”, confiante de que “ao final das investigações, sua inocência será plenamente confirmada”. O post Deputado da base governista nega ter negociado execução de emendas parlamentares apareceu primeiro em Revista Oeste .