O Banco de Brasília (BRB) informou que ainda estão em andamento as apurações sobre possíveis prejuízos decorrentes da compra de carteiras do Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central (BC) em novembro. A análise está sendo conduzida pelo Banco Central e por uma auditoria independente do escritório Machado e Meyer, com apoio técnico da consultoria internacional Kroll. Segundo o BRB, caso seja confirmado algum prejuízo, o banco já possui um plano de capital estruturado para recompor eventuais perdas. Entre as alternativas previstas está um aporte direto do controlador, o governo do Distrito Federal, que já sinalizou a possibilidade de injetar recursos no banco, de acordo com nota da instituição. Outras ferramentas de reforço de capital também poderão ser utilizadas, se necessário, completou. A instituição afirmou ainda que segue em pleno funcionamento, garantindo normalmente todos os seus serviços financeiros, como crédito, investimentos e atendimento aos clientes, tanto nos canais digitais quanto presenciais. Atualmente, o BRB possui Patrimônio Líquido de R$ 4,5 bilhões e Patrimônio de Referência de R$ 6,5 bilhões, números que, segundo o banco, demonstram sua robustez financeira. O BRB também destaca que é credor no processo de liquidação extrajudicial do Banco Master e que, após a operação, aprimorou seus controles internos, mantendo suas carteiras dentro dos padrões exigidos pelos órgãos reguladores e de controle. O BRB tentou comprar o Master no ano passado, mas a operação foi barrada pelo Banco Central. Além disso, a Polícia Federal investiga a compra, pelo BRB, de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master. Parte dessas carteiras seriam falsas, segundo a apuração