O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que o país adotará “medidas muito duras” caso o Irã comece a enforcar manifestantes. A declaração foi dada em entrevista à CBS News, ao comentar relatos de que o regime iraniano planeja executar um jovem que participou de atos contra o governo. A organização humanitária curdo-iraniana Hengaw afirmou mais cedo que o Irã vai enforcar Erfan Soltani, de 26 anos, na quarta-feira (14) após ele ter sido detido em um protesto contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. As autoridades informaram à família que a sentença de morte era definitiva, segundo a Hengaw. De acordo com a família, ele foi preso em sua casa na última quinta-feira (8) e não teve direito a advogado. Em entrevista à CBS News, Trump disse que não tinha conhecimento da decisão do Irã de executar manifestantes, mas ameaçou adotar medidas contra o país. "Vamos tomar medidas muito duras, se fizerem esse tipo de coisa", disse. Ao ser questionado sobre quais medidas seriam adotadas, Trump apenas disse que teria o objetivo de vencer. Em seguida, o jornalista perguntou o que o presidente queria dizer com isso. "Eu gosto de vencer. Dá para definir isso na Venezuela, dá para definir com al-Baghdadi — ele foi eliminado — dá para definir com Soleimani. E dá para definir no Irã, onde a ameaça nuclear iraniana foi eliminada em um período de cerca de 15 minutos, assim que os B-2 chegaram lá. Aquilo foi uma obliteração completa", disse. Questionado sobre o que quis dizer ao afirmar que “a ajuda está a caminho”, Trump disse que os Estados Unidos têm diferentes formas de atuação, incluindo medidas econômicas, e voltou a afirmar que Washington neutralizou a capacidade nuclear do Irã. Segundo ele, não há números confiáveis sobre o total de mortos na repressão, mas os relatos indicam que o número pode ser elevado. Perguntado sobre qual seria o objetivo final de uma eventual reação dos EUA, Trump respondeu que o “objetivo é vencer” e citou ações anteriores de seu governo, como a morte do líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi e do general iraniano Qassem Soleimani. Ele afirmou ainda que os Estados Unidos não querem ver a repressão no Irã continuar e declarou que eventuais execuções “não vão funcionar bem” para o regime.