Lula anuncia chefe do jurídico da Petrobras para assumir o Ministério da Justiça no lugar de Lewandowski

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu nesta terça-feira que o atual advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, será o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. O convite foi formalizado em uma reunião durante a tarde. Wellington já vinha sendo tratado como favorito para o cargo entre os auxiliares do presidente desde a semana passada. Nesta terça-feira, o advogado-geral da Petrobras, que estava no Rio, foi chamado por Lula para ir a Brasília. O novo ministro assumirá o lugar de Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na última sexta-feira, após desgaste com colegas do governo, principalmente o chefe da Casa Civil, Rui Costa. Wellington fez carreira no Ministério Público da Bahia. Quando era governador do estado, o atual líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), o indicou por duas vezes para o cargo de procurador-geral de Justiça. Ele tem também boa relação com Rui Costa. No cargo, o novo ministro terá como desafio lidar com as questões relativas à segurança pública, um tema que deve ser explorado durante a disputa eleitoral deste ano. Pesquisas de opinião têm mostrado aumento da preocupação da população com o assunto nos últimos meses. Lula decidiu não dividir, no momento, o Ministério da Justiça e criar uma pasta para cuidar especificamente da segurança pública. A avaliação foi que sem a aprovação da PEC que tramita no Congresso o novo ministério se tornaria inócuo. A divisão pode ocorrer ainda neste mandato, segundo a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), se a proposta passar na Câmara e no Senado. O principal ponto que pesou para Wellington ficar com o cargo foi a sua proximidade com Lula. Entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, ele foi secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, posto responsável por todos os decretos, portarias e leis publicados pelo governo. Na função, despachava quase diariamente com o presidente. O novo ministro já comandou a pasta da Justiça. Mas a sua passagem pelo cargo em 2016 durou apenas 11 dias. Depois de ser nomeado pela então presidente Dilma Rousseff, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que ele precisaria abandonar a carreira no Ministério Público da Bahia, o que ele se recusou a fazer, para poder assumir o posto. Agora, Lima e Silva já está aposentado e não enfrenta essa restrição.